2008 - EDIÇÃO 136

AQUI ATÉ WILLIAM BONNER VESTE A CAMISA
Por Jorge Nicola, especial para o Fatto Olé
Foto: Divulgação
William Bonner é fanático pelo Tricolor,
mas tem filhos vascaínos

Poucos podem imaginar, mas por trás do ar sério e imparcial de William Bonner bate um coração para lá de são-paulino. O apresentador do Jornal Nacional, programa jornalístico de maior repercussão no Brasil, é daqueles tricolores fanáticos, de sofrer com uma simples derrota e armar verdadeiras festas a cada vitória. “Virei são-paulino com sete anos de idade, empolgado com o bicampeonato paulista de 1970 e 71”, explica.

Quando tem de falar sobre uma vitória do Tricolor no Jornal Nacional, Bonner se controla para não dar bandeira. “Lembro que o momento mais complicado foi na conquista do tricampeonato mundial, em 2005. Eu estava tão feliz, mas tão feliz que não sabia se seria capaz de não exagerar na empolgação.”

Entre os amigos, o jornalista de 44 anos faz questão de declarar seu amor. “Estou sempre com a camisa do São Paulo, tirando sarro dos concorrentes”, assegura Bonner, que mora no Rio. “Aqui meus fregueses preferidos não são os palmeirenses ou os corintianos, porque a grande maioria é flamenguista. Mas como a fase do São Paulo é inquestionável desde 2005, ninguém me segura.”

Foto: Divulgação

Bonner literalmente veste a
camisa do São Paulo

Apesar de tanto fanatismo, o apresentador só não foi capaz de fazer seus três filhos adotarem o Tricolor. Tudo por culpa de sua esposa e também apresentadora do Jornal Nacional, Fátima Bernardes. “Ela praticamente obrigou meus filhos a serem vascaínos, como ela. E com truques baixos. Quando o Guga vencia, por exemplo, ela gritava "Vascoooo!" para as crianças. O resultado é que não sobrou espaço para o São Paulo no coração carioca deles”, reconhece.

Resposta tricolor - Aos poucos, porém, Bonner reage à hegemonia vascaína em sua casa. “Outro dia, meu filho pediu uma camisa do Rogério Ceni. Outros coleguinhas da escola tinham feito o mesmo, embora fossem torcedores de Flamengo, Fluminense, Botafogo... Mas, no ano passado, meu filho mostrou que bom gosto a gente traz de berço e pediu uma camisa de jogador de linha do Tricolor. Agora, pelo menos, ele tem o coração dividido.”

Na infância em São Paulo, Bonner não perdia a chance de estar perto do São Paulo. “Quando era moleque, acompanhava programas de rádio, de TV e lia tudo o que saía nos jornais a respeito do Tricolor. Meu pai dizia que eu não desgrudaria da TV se transmitissem os treinos ao vivo. Acho que essas eram as maiores maluquices que fazia.”