2008 - EDIÇÃO 132

"JOGUEI MAIS QUE MARADONA"
Equipe Fatto Olé

Ele sempre chegou junto dos adversários, corria o tempo inteiro e garante: jogou muito mais bola do que Maradona. O pernambucano que pegava caranguejos na infância tornou-se ídolo no Corinthians e lançou moda. Com um estilo irreverente imitado por muitos, Antônio José da Silva Filho, o Biro-Biro, admitiu ser vaidoso para a galera do Fatto Olé, em um bate-papo que fala sobre beleza, amor, filmes pornôs e principalmente, futebol. E avisa: chegou a meter uma bola nas costas de Dieguito em plena Bombonera!

Foto: Divulgação
Biro e Timão: amor eterno

FATTO OLÉ - Fala sério, alguém te conhece por Antônio José da Silva Filho?
BIRO-BIRO - Ixi... É muito difícil, mas acho que não mesmo! (risos)

Essa pergunta é inevitável: você jogou mesmo mais do que o Maradona?
Sim, claro. Aqui no Brasil, com certeza joguei mais do que o Maradona.

 O que você achou da campanha que compara você ao argentino?
Olha, eu levei numa boa. Para mim está sendo muito bom, porque é uma propaganda que chama a atenção das pessoas e é uma forma de me promover também.

É verdade que você meteu a bola nas costas do argentino num clássico Boca x Corinthians em Buenos Aires?
Isso é verdade sim.


Lá na Argentina existe até a Igreja Maradoniana, o cara é considerado um deus. Você acha que o Brasil não sabe valorizar seus ídolos?
Eu acho que aqui falta muito para valorizar os jogadores. Vários craques precisam ser relembrados, não só o Pelé, mas o Zico, Sócrates... Os ídolos deveriam sempre ser relembrados pela imprensa, principalmente. Muitas vezes, nossos craques são valorizados lá na Europa e aqui não. Os clubes também deveriam dar mais atenção para esses casos.

Como você quer ser lembrado para a posteridade? Quando as pessoas forem pensar em Biro-biro daqui a 20 anos, você quer que falem o que?
Quero que falem o que realmente representei e o que eu fui. Quero que lembrem sempre da minha dedicação. Se o reconhecimento aos jogadores passar a ser mais valorizado, que é o que eu espero, queria ser lembrado como um exemplo.

Foto: Divulgação
Garra e raça eram a marca do grande Biro

O que o Timão precisa para voltar à elite do Brasileirão?
O Corinthians está no caminho certo. O recomeço está muito bom e é importante dar uma seqüência a esse trabalho. Com certeza voltaremos para a 1ª divisão.

E se não voltar?
Se não voltar, a gente invade o Parque São Jorge!

Quem representa o estilo Biro-Biro atualmente?
Olha, o Carlos Alberto. Ele é muito esforçado, ele sabe jogar em outras posições além da dele. O Fabinho também marca muito bem... Ah! Ia esquecendo... Gosto muito do Herrera. Ele não é um craque, mas briga pelo time, tem raça e garra, coisa que eu também tinha muito.

Quais as contribuições da Democracia Corintiana para a cultura do futebol brasileiro?
Acho que as coisas mudaram muito no Corinthians, principalmente com a saída do Dualib. E o que é bom, foi que a mudança foi para melhor, o clube voltou a crescer, os sócios e conselheiros estão melhores também.

Você nunca pensou em ser presidente do Corinthians?
Não... Mas quero estar sempre dentro do clube. Estou aguardando o Andrés, porque ainda vou ser conselheiro do Corinthians. Quero sempre fazer parte.

SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA