2008 - EDIÇÃO 131

FATTO OLÉ DEITA E ROLA COM ELLEN ROCHE
Por Mariana Buccieri, especial para o Fatto Olé

Nunca uma entrevista causou tamanho reboliço na nossa redação. Quando a galerinha do Fatto Olé descobriu que falaríamos com Ellen Roche, todo mundo quis bolar uma perguntinha sinistra para a bela são-paulina. ‘Ela tem namorado?’. ‘O que faz para manter aquele baita corpão?’. ‘Já leu o Pequeno Príncipe?’. ‘Quantas plásticas a Ellen já fez?’. Isso aqui virou um tremendo feirão de idéias. Mas como a gente batalha para ir sempre além, conseguimos tirar praticamente tudo o que você sempre teve curiosidade de saber sobre a ‘Barbie’ tupiniquim. Veja só...

Foto: Divulgação
Ellen encarou as perguntas do Olé

Ellen, que papo é esse de você ser considerada a Barbie brasileira?
Risos. Nossa que ótimo! Não sabia... Obrigada. É ótimo, isso me deixa feliz e muito honrada. Ser reconhecida como Barbie é ótimo, porque toda menina um dia já quis ser como ela. É um símbolo da beleza feminina.

É verdade que você chupou chupeta até os 10 anos?
Até os 11 anos. Eu amava a minha chupeta, mas aí comecei a ficar com vergonha. Meus amigos vinham na minha casa e eu escondia a chupeta. Minha mãe vivia dizendo que se eu não parasse, ia mostrar para todo mundo que eu ainda chupava chupeta. Depois disso, larguei.

Os fãs incomodam muito?
Não, nem um pouco. Ao contrário do que as pessoas pensam, eu adoro o carinho dos fãs, adoro dar autógrafos. Mas sempre tem aquele engraçadinho né? Infelizmente.

E aquele maluco que jogou flores em cima de sua casa a bordo de um helicóptero? Conte outras histórias de fãs...
Nossa isso faz tanto tempo. O Ricardo (Macchi - namorado) não gosta muito que eu fale disso. O que posso te contar é um caso recente: estava em um Congresso de Odontologia e acho que um fã ficou emocionado ao me ver que fez até xixi na calça e desmaiou. Ainda bem que várias pessoas estavam lá para ajudar...

Qual foi a cantada mais inesquecível que você já recebeu?
Ai... Foi uma coisa linda. Você sabe que as mulheres inteligentes valorizam o que é simples, né? Um rapaz me deu um botão de rosa e disse: “Obrigada por você existir”, olhando nos meus olhos. Fiquei emocionada. Um gesto simples, mas lindo.

Foto: Divulgação
Em 2001, foi mais sexy do mundo

Você é linda, maravilhosa, pode ter o homem que quer a hora que quiser: qual é o segredo desse corpão?
Na verdade, não tem segredo. De uns tempos para cá, passei a me cuidar mais. A minha sorte de ter a cintura fina é genética. Minha mãe também tem a cinturinha como a minha. Mas é importante fazer exercícios físicos, reeducação alimentar e tomar muita água. Ah, fora que eu também danço né? E a dança ajuda muito a modelar o corpo.

 Sua vida profissional sempre foi 100% atrelada ao seu corpo e à boa forma. O que acha que seria da Ellen Roche não fosse este físico avantajado?
Eu acho que as pessoas têm que se valorizar como são. Quando eu era mais nova, ao procurar as agências de modelo, as pessoas me mandavam emagrecer oito quilos para poder chegar aos estereótipos determinados.

E aí?
Eu até conseguia emagrecer, mas percebia que estava ficando com aquela cara de doente, sabe? Logo saquei que as pessoas tinham que me aceitar e me achar bonita do jeito que eu era.

Fala sério: você se considera um símbolo sexual?
Não. Eu apenas gosto de mim. A partir do momento que eu mesmo me valorizei, as pessoas passaram a me valorizar. E isso foi quando eu fiz um comercial de TV em que eu aparecia só três minutos... Foi assim que meu sucesso começou e as pessoas passaram a me ligar para eu fazer ensaios fotográficos para revistas, com o slogan ‘a volta do corpo violão’ (risos).

Foto: Divulgação
Símbolo sexual? Ellen diz que não

Que parte do seu corpo você menos gosta?
Ah, eu brinco que minha maior qualidade é não falar dos meus defeitos.

Você se considera uma espécie de ilha da fantasia sexual?
Eu acho que ser sexy é ser natural e espontânea. Não me considero tudo isso que as pessoas vêem (risos). Sou uma pessoa normal.

  Essa pergunta é inevitável: qual a importância do sexo na sua vida?
Ai... Acho que ele não tem uma importância fundamental. O sexo é parte do amor entre duas pessoas. Não tem que ser demais, nem de menos. Tem que saber dosar. Equilíbrio é tudo.

SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA