O Brasil tem motivos de sobra para confiar na inédita medalha olímpica neste ano. Além de ter um elenco maravilhoso, desses de dar inveja a muitas seleções adultas, o time conta com craques que podem desequilibrar. Mas, ao mesmo tempo, a Seleção vive o estigma de sempre chegar como favorita e cair pelo caminho. Foi assim com várias gerações que eram chamadas “de ouro” e acabaram virando, na melhor das hipóteses, "de prata".
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Robinho e Kaká podem ser os nomes acima de 23 anos da Seleção
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Para não morrer mais uma vez na praia, a Seleção Brasileira já está sendo montada desde o ano passado, com a convocação de alguns atletas com idade olímpica. Além deles, três jogadores acima de 23 anos podem ser chamados pelo técnico Dunga. As opções recorrem em três craques que podem dar mais experiência ao time, um em cada setor do campo: Juan na defesa, Kaká no meio e Robinho no ataque.
Mas o treinador desconversa e diz que ninguém está garantido: “As minhas decisões serão para a Seleção, e não para agradar ninguém. Vai depender do que o time necessitar. Se tiver um grande goleiro no momento, será o goleiro. Se precisar de um zagueiro mais experiente, será o zagueiro. Não vou levar os três maiores nomes para agradar a todo mundo. Quem tem que ficar contente é a Seleção.”
A primeira grande pedra no sapato da Seleção chama-se Milan. Além de não querer liberar o meia Kaká, o clube italiano promete ainda dificultar a ida do jovem Alexandre Pato para Pequim. Isso se o clube não contratar os são-paulinos Hernanes e Alex Silva. Aí seriam mais dois nomes que Dunga provavelmente teria de pensar em outras possibilidades.
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Danilinho, destaque do Atlético-MG, tem idade olímpica
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O treinador elogia Pato, mas sabe que a Seleção não pode depender apenas do garoto para brilhar. “O Pato tem um talento imenso, mas precisa continuar trabalhando para se tornar um dos grandes jogadores do mundo. Ele deve encarar este momento como um ponto de partida em sua carreira: chegou a um grande clube da Europa e também à Seleção”, afirma.
Dos jogadores que têm idade olímpica estão o goleiro Diego Alves (Almería); os laterais Rafinha (Schalke 04), Ilsinho (Shakhtar Donetsk) e Marcelo (Real Madrid); os zagueiros Alex Silva (São Paulo), Henrique (Palmeiras), Breno (Bayern de Munique) e Léo (Grêmio); os meio-campistas Diego (Werder Bremen), Anderson (Manchester United), Lucas (Liverpool), Denilson (Arsenal), Renato Augusto (Flamengo), Kerlon (Cruzeiro), Danilinho (Atlético-MG) e Hernanes (São Paulo); e os atacantes Alexandre Pato (Milan), Thiago Neves (Fluminense) e Rafael Sobis (Betis). Só isso já dá uma base fantástica para Dunga trabalhar.
Ciente de todos os problemas, o treinador adotou como arma para a inédita medalha de ouro mesclar as convocações da Seleção principal com atletas olímpicos. “Já que não iremos ter tempo de treinamento para os Jogos Olímpicos, vamos fazer com que esses jogadores convivam no ambiente da Seleção Brasileira e tenham essa experiência”, afirma o comandante.
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Dunga sabe que terá dificuldades
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Dunga só foi oficializado no comando da Seleção Olímpica após a conquista da Copa América. Muitos achavam que ele iria falhar na competição continental e por isso já cogitavam outros nomes para comandar o Brasil. Mas Dunga venceu uma decisão de forma brilhante, em cima da Argentina, acabando de vez com todas as especulações. Agora, será a vez de enfrentar o fantasma do título que nunca veio e encarar novamente uma Argentina recheada de estrelas, como Messi, Riquelme, Agüero, Lavezzi, Maidana e Mascherano. “Espero ganhar deles de novo”, avisou Dunga. Mas só o futuro dirá quem ficará no lugar mais alto do pódio! |