2008 - EDIÇÃO 121

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Ilustração: Renato Prado Ninguém ficou sabendo, mas Kaká anda puto com o seu dinheiro – mesmo recebendo mais de R$ 2 milhões por mês, o maior salário do futebol. Sabe que nada nem ninguém pode ficar parado hoje em dia. Muito menos o seu dinheiro. Já se foi o tempo em que o dinheiro ficava em casa, acordava tarde, lia o Fatto Olé, assistia à Sessão da Tarde... Kaká exige que o seu dinheiro, aquele vagabundo, ajude em alguma coisa em casa, oras. Não pode ficar o dia inteiro coçando o saco. Antes de mandar o dinheiro embora, resolveu colocá-lo para trabalhar. Deve investir no ousado projeto do ex-jogador Bebeto – quem não lembra dele? Depois do disque-pizza, do disque-jóquei e do disque-me-disque, a dupla de mauricinhos (canela de carneiro e bíceps de filósofo) pode lançar o disque-chororô. Mais um serviço de inutilidade pública: a idéia é formar novos bundões por telefone. Bebeto, afinal de contas, lamenta que na sua época chorão era chamado de bobo. Agora, como se sabe, está na moda chorar até para comemorar gol.

RESUMO DA ÓPERA – “Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”.

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