Baixe um craque com vírus O que culinária tem a ver com futebol?
‘Chica da Silva’ faz tattoo da salvação Vai ketchup aí, boleiro?
O mistério da palmilha desaparecida Capello faz Leão virar gatinho

Baixe um craque com vírus

Ilustração: Renato Prado‘Ronaltec’ Gaúcho tem tudo a ver com computador: todo mundo diz que gosta, todo mundo diz que entende, mas poucos sabem como funciona e onde é que liga. E no campo da tecnologia da informação, o camisa 10 dá baile em Ayrton Senna, Gisele Bündchen, Chico Buarque, Lula, Paulo Coelho, Kaká e até mesmo em Pelé. Ele é a celebridade brasileira mais popular do mundo virtual – citado ao menos 15 milhões de vezes na internet. Já virou WIP (web important people). Chique, né não? O problema, entretanto, é que o software do craque-dentuço parece mesmo estar contaminado por um vírus criptografado, que é capaz de corromper dados e destruir os arquivos de alta performance do jogador brasileiro. Se continuar assim, Ronaldinho acabará sendo deletado do Barça e até mesmo da Seleção.

‘Chica da Silva’ faz tattoo da salvação
Illustração: George GargiuloPeralá, o mundo ainda tem salvação: parece que o meia Carlos Alberto quer aproveitar sua passagem pelo São Paulo para mudar a sua imagem. O boleiro, que recebeu o apelido de Chica da Silva graças ao cabelo rastafari, vem se destacando pela persistência no trabalho - de tanto esforço nos treinos chega a sentir dores musculares nas pernas. O maluco luta contra o tempo para entrar em forma e substituir as gordurinhas por massa muscular. Marco Aurélio Cunha, supervisor do Tricolor, chegou até a afirmar que o rapaz é mais esforçado e envolvido que o camisa 10 Adriano, o Imperador. Moral, hein? Para não perder o ritmo, Carlos Alberto resolveu seguir exatamente o verso da banda de rap Racionais, e decidiu tatuar em seu braço um dos lemas da periferia: “A preguiça é inimiga da vitória. O fraco não tem espaço”.
O mistério da palmilha desaparecida
Ilustração: Bruno Noda de SouzaPouca gente já ouviu falar no atacante Jean-Claude Darcheville. Mas o boleiro do Rangers, time popular da Escócia, viveu uma situação inusitada na última semana. Seguinte: por conta do caos aéreo, Darcheville acabou tendo sua bagagem extraviada e dentro dela estavam suas preciosas palmilhas. Teve de treinar sem o equipamento adequado e machucou de vez o seu já problemático tendão de Aquiles. Agora o atleta, que nasceu na Guiana Francesa, espera ter um tempo para voltar à França e comprar novamente suas palmilhas especiais. “Acabei tendo problemas nas pernas por conta da mala, que nunca cheguei a encontrar”, lamentou o jogador. Pô, isso é o que podemos chamar de verdadeira mala sem alça, né não?
O que culinária tem a ver com futebol?

Ilustração: Millena PiccoliRaríssimas pessoas puderam ver ao vivo um dos gols mais fantásticos da história da Eurocopa. Em 1988, o holandês Marco Van Basten fez um golaço na decisão do torneio, contra a União Soviética. Lance que Gert Oosterbroek lamenta até hoje por não ter presenciado. O torcedor azarado estava se preparando para ir à decisão com seu amigo, Henk Jansen, quando notou que não encontrava os dois bilhetes. Revirou a casa inteira, mexeu inclusive no lanche que sua esposa havia preparado para a viagem, e nada. Porém 20 anos depois Gert foi encontrar o maldito ingresso dentro de um livro de culinária. “Mudei de casa pelo menos umas dez vezes desde então e nunca tinha visto o bilhete”, lamentou. “Mas quando fui mexer no livro, eles simplesmente caíram no chão. Cada vez que vejo o magnífico gol de Van Basten, sinto que estou afundando no chão. É duro”.

Vai ketchup aí, boleiro?
Ilustração: George GargiuloCom a mudança de comando no Tottenham, da Inglaterra, os jogadores tiveram de abrir mão de um dos sete pecados capitais: a gula. Logo que o preparador físico Marcos Alvarez chegou, junto com o técnico Juande Ramos, percebeu que os atletas tinham excesso de peso e ficou ainda mais impressionado com a fartura que eram as refeições no clube: molhos em excesso, bolo de chocolate, caixa de doces... Mas ele deu um basta nisso e fez com que os atletas perdessem até agora mais de 50 quilos no total. Mas alguns atletas já desabafaram: “Sinto falta do ketchup no meu frango”, confessou Tom Huddlestone.
Capello faz Leão virar gatinho

Ilustração: George GargiuloSe você considera Emerson Leão um técnico-ditador, como acusa a torcida uniformizada do Santos, é porque não conhece ainda a metodologia de trabalho de Fábio Capello. Depois que o técnico italiano assumiu a seleção da Inglaterra, os jogadores tiveram que se adequar à sua cartilha autoritária. Uma das grandes mudanças foi com o momento das refeições: agora, todo atleta tem de se vestir a rigor, chegar às 20 horas de acordo com a pontualidade britânica do treinador e jamais levar o telefone celular. Mas o maior impacto foi mesmo a obrigatoriedade de ficar na mesa até o último acabar de comer. Ou seja, ninguém pode levantar antes de Capello, que aprecia suas refeições com muita tranqüilidade. “Antes a gente entrava para comer, engolia tudo em dois minutos e saía imediatamente. Agora conversamos e até nos relacionamos com quem quase não tínhamos contato”, comenta o goleiro David James. Tremendo puxa-saco.