Seqüestro de bolo Canção do sem-salário
Uma pelada por R$ 100 mil Multa indigesta
Lar, doce lar no Irã Loucura dos cartolas

Seqüestro de bolo

Ilustração: George GargiuloAinda descontentes com a venda do Liverpool para um grupo dos Estados Unidos, os torcedores fizeram um protesto que balançou as estruturas do time. O defensor Jamie Carragher fez 30 anos e ganhou um grande bolo de aniversário de presente. Mas antes de cantar o parabéns, para que todos pudessem degustar a iguaria, o bolo desapareceu. Mais tarde chegou uma nota dos "Reds", como são chamados os torcedores do time, dizendo: "Tiramos um pedaço. Se quiserem ver o resto, telefonem para este número. O bolo irá desaparecer caso nossas exigências não sejam cumpridas. Não chamem a polícia". O jogador ficou bastante aborrecido, mas os novos dirigentes do clube sabem que é apenas mais um capítulo da disputa entre os fiéis torcedores e os proprietários.

Uma pelada por R$ 100 mil
Quer se sentir o Ronaldinho dando um passe para Messi? Agora por 40 mil euros é possível alugar o estádio do Camp Nou, numa aventura que tem preço e foi estabelecido pelo Barcelona. O pacote é destinado para 35 atletas e cada jogador a mais que for chamado, o custo aumenta em 600 euros. Quem for torcer na pelada dos amigos terá de pagar 60 euros. Entre os mimos deste encontro estão juízes, escalação dos times nos sistemas de som do estádio, visita pelas estruturas do Camp Nou e um coquetel ao final do jogo. Além disso, os participantes recebem uma foto com os dizeres: "Eu joguei no Camp Nou". Se a moda pega, o Barcelona vai ficar ainda mais rico.
Lar, doce lar no Irã
O espanhol Javier Clemente foi contratado pela seleção do Irã para dirigir a equipe nas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo. Mas os dirigentes do país deixaram bem claro: ou ele mora no Irã ou pode se despedir do cargo. Não querem um treinador que acompanhe a rotina da Europa e vá e volte de avião toda vez que precise. A lógica dos dirigentes iranianos mostra que um técnico que chega para comandar os jogadores quatro dias antes dos confrontos não terá sucesso. Uma cláusula que obriga o treinador a morar no país foi inserida no contrato. Agora Clemente está de olho nos classificados dos jornais. Só não se sabe se à procura de uma casa ou de um novo emprego.
Canção do sem-salário

Ilustração: George GargiuloCom os salários atrasados, o atacante Riga, do Levante, resolveu utilizar uma maneira criativa e inusitada para reclamar da situação. O atleta de Gana aproveitou um treinamento da equipe para soltar versos que mostram a situação no clube. "O clube não me paga/Eu trabalho de graça/Não querem rescindir meu contrato e eu não sei onde vou dormir/Talvez nos escritórios do clube ou no gramado". Só que seus companheiros não levaram a brincadeira na boa. O protesto público foi ironizado pelo zagueiro David Castedo: "Se tiver de dormir no clube, pelo menos ele não chegará atrasado nos treinamentos".

Multa indigesta
Ilustração: George GargiuloO atacante português Cristiano Ronaldo continua dando dor de cabeça, tanto dentro quanto fora de campo. Nos gramados ele atropela os adversários. Mas fora das quatro linhas ele consegue irritar o técnico Alex Ferguson. Desta vez, o jogador foi multado em cerca de R$ 27 mil por ter usado o telefone celular durante os treinamentos do Manchester United, no Complexo de Carrington. Foi o próprio treinador que proibiu os atletas de usarem celular no campo e no ônibus do clube, durante as viagens. Entre um exercício e outro, Cristiano Ronaldo enviou quatro mensagens de texto. Ferguson ficou sabendo e multou o atleta, que ficou chateado, mas acatou a decisão.
Loucura dos cartolas

Ilustração: George GargiuloOs dirigentes continuam fazendo suas trapalhadas no futebol. No Campeonato Potiguar, Santa Cruz e Assu disputavam uma vaga na decisão do torneio. No primeiro jogo, 3 a 0 para o Santa Cruz. Na segunda partida, o placar se repetiu, mas desta vez para o Assu. Só que o regulamento não previa nenhum desempate e a decisão para ver quem seria o finalista do primeiro turno foi feita no sorteio. A sorte esteve do lado do Santa Cruz, mas o Assu, sentindo-se prejudicado por conta de uma melhor campanha na primeira fase, entrou na justiça. Acabou tendo um parecer favorável e a Federação de Futebol local voltou atrás e marcou um jogo extra. Coisas do futebol...