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AS
AVENTURAS DE PEDRO MARIANO |
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| Por
Cristiane Nascimento, especial para o Fatto Olé |
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É incrível como a música e
o futebol moldam a imagem do nosso povo. Em qualquer
país do mundo, Ronaldinho Gaúcho e
Pelé são as personalidades mais lembradas
quando se fala no Brasil. Depois vem o cantor Roberto
Carlos. O ritmo musical, do samba ao hip-hop, define
a ginga e o molejo da seleção pentacampeã
mundial. Culturamente. Com muita competência
no assunto, já que transita nas duas áreas
de maior expressão popular, o cantor, Pedro
Mariano (filho de Elis Regina) bateu um papo exclusivo
com o Fatto Olé, contando
desde fatos da sua infância até a sua
experiência dolorosa com seus ídolos
do esporte bretão. Confira!
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| Pedro
não gosta quando usam sua mãe
para julgá-lo |
Quais conexões você enxerga
entre música e futebol?
Todas. Música está intimamente ligada
ao futebol, pelos mais diversos aspectos, tais como
o ritmo, o molejo, o jogo de cintura, a questão
de adiantar alguns lançamentos. As ligações
são infinitas, ainda mais num país
que tem o samba como música característica.
Poucos são os músicos que não
são jogadores de futebol natos. Já
joguei diversas vezes com o Djavan, com o Jairzinho...
Qual é a sua intimidade com a bola?
Essa relação já foi muito boa,
mas já faz quase 2 anos que não toco
na bola por conta de uma contusão que tive.
Na época em que me machuquei estava também
começando a jogar tênis, daí
acabei trocando de esporte.
Como foi jogar em pleno
Morumbi com o Raí e ainda ser retirado do
campo pelo Rogério Ceni depois de uma contusão?
Olha, os 45 segundos que joguei foram deliciosos.
Me arrepiei ao pisar no gramado, foi de fato muito
emocionante. Mas já na primeira vez que peguei
na bola, torci meu joelho. Fui o único jogador
a sair de ambulância do Morumbi: uma saída
ridícula, mas com certeza, glamourosa também.
Não tem vondade te voltar a bater uma bola?
Estou querendo voltar já há algum
tempo, mas sempre que estou prestes a isso, vejo
um jogador se estourando por conta do joelho. Daí
acabei desistindo. Já passei por uma cirurgia
e isso foi suficiente.
Pedro, qual é a sua lembrança
mais antiga?
Uma das coisas mais antigas de que eu lembro é
uma casa em que moramos na Serra da Cantareira,
quando eu tinha meus 4, 5 anos. Foi lá que
ganhei minha primeira bicicleta e meus primeiros
cachorros. A casa era no meio do mato, o que era
muito divertido, pois tínhamos a liberdade
para ficarmos andando sem a preocupação
com carros nem nada... Lembro do cheiro da chuva,
do mato, da estradinha de terra onde comíamos
amora silvestre... Todas essas coisas me marcaram
bastante.
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| "É
um
amor infinito por alguém que mal
conhecemos" |
Como é ser filho
da Elis Regina, um dos maiores mitos da música
brasileira?
Depende muito da ocasião. Não gosto
muito da palavra ‘atrapalhar’, porque
ser filho de um ícone nunca vai atrapalhar.
Às vezes, até pode ajudar mais, outras
menos, ou até mesmo ser indiferente. Eu gosto
quando é indiferente, quando ninguém
menciona isso para julgar o meu trabalho.
O que acha da insistência
de sempre desejarem que monte algum projeto musical
com sua irmã? Pra você, de onde nasce
essa necessidade?
Acho que é uma curiosidade acima
de tudo. Uma curiosidade de verem os dois irmãos
juntos, cantando. Eu sempre brinco com as pessoas
quando me questionam sobre isso, dizendo “Vocês
ligam para a Rita Lee pedindo para ela gravar com
a Bethânia?” A resposta é sempre
negativa. É simplesmente pelo puro sensacionalismo,
não levando em conta o valor criativo e artístico
da coisa. O motivo pelo qual eu não chamei
a Ana Carolina para gravar comigo até hoje
é mesmo pelo qual eu não chamo a Maria
Rita: não rolou afinidade, feeling e empatia
artística e musical.
Quem são seus ídolos?
Tive uma grande sorte, pois vários
dos ídolos que eu tinha acabaram virando
meus parceiros. Agora, se tivesse que mencionar
uma única pessoa entre as quais admiro, certamente
escolheria Stevie Wonder. O cara é um Deus,
tem uma importância gigante para a música,
tanto a mundial quanto para a brasileira, já
que ele era um profundo admirador do nosso samba
e tinha elementos dele em sua música.
SEGUNDA
PARTE DA ENTREVISTA |
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