2007 - EDIÇÃO 99

QUER NAMORAR COMIGO?
Por Jorge Nicola

Loira, 1,69m de altura e 65 quilos. Mulherão com cara de menininha. São-paulina que adora dançar e namorar. Esse textinho chumbrega poderia estar ilustrando mais uma página sem graça de um caderno qualquer de classificados, mas aqui no Fatto Olé a boa notícia é sempre mais quente. Estamos falando de Sheila Mello. De um lado da tela, aparece você lendo esta entrevista exclusiva. Do outro, uma musa escultural: 29 anos, prendada e à procura de um amor de verdade.

Foto: Divulgação
Sheila sairá nua pela quinta vez em novembro

FATTO OLÉ: Que você é linda, todo mundo já sabe. O que queremos saber agora é se seu fogão tem três ou cinco bocas?
SHEILA MELLO: (Risos) Já começou com pegadinha, é? Meu fogão tem seis bocas, mas, quando eu era pequena e morava com minha mãe e meus irmãos, o fogão tinha só quatro. Éramos de uma família humilde, e o máximo que dava para ter era aquele fogão. Tá achando que eu nunca entrei numa cozinha?

Então quer dizer que você já pilotou um fogão?
Um, não. Pilotei vários (risos). Como falei, minha vida só mudou financeiramente depois que entrei para o “É o Tchan”. Antes disso, a gente vivia vários apertos, o dinheiro era sempre contado e, é óbvio, não tínhamos empregada. Para ajudar minha mãe, eu que cozinhava para os meus irmãos. E olha que não são poucos, hein. Tem o Washington, o Henrique, o Cristiano e o Felipe.

Mas qual é sua especialidade?
O prato que faço melhor é o tradicional, com arroz, feijão e bife ou franguinho. Quem come nunca reclamou. Pelo contrário, viu. Mas também sei fazer macarrão, saladinha... Por sinal, o que mais gosto é a salada, mesmo.

Tem mais alguma qualidade sua que possa ser dividida com os leitores do Fatto Olé?
Ah, eu sou uma moça prendada. Cozinho, lavo, passo, tomo conta da casa... Também tenho um ótimo coração, não sou ciumenta... Deixe-me ver o que mais: nem me incomodo de dividir as contas com o namorado.

E mesmo assim você está solteira?

Pois é. Não sou de ficar beijando qualquer um. Terminei um relacionamento de sete anos com o Alexandre (Pires) e agora estou tentando me encontrar. Quando a gente sai numa revista pelada, fica rotulada como mulher fácil, o que não corresponde à verdade. Pelo menos não para mim. Você acredita que só namorei com três caras na minha vida inteira? E olha que já estou com 29 anos.

A gente conhece a fama de galinha dos boleiros. Você já foi xavecada por quantos?
Nenhum! Eu também conheço a fama deles e por isso evito contato. De vez em quando ainda cruzo com um ou outro durante a gravação de comerciais, ou coisa do gênero. Mas morre aí.

Tá, então você quer que a gente acredite que nem o Vampeta te paquerou?

Ah, o Vampeta não conta, né? Mas ele é um amor de pessoa e foi um xaveco light. Os jogadores se tocam quando a mulher dá entrada ou não. E quando eles percebem que a mulher não quer, não insistem, porque não são de perder tempo.

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Loira garante ser mestre na cozinha

Com qual jogador de futebol você casaria hoje?
Ih... que pergunta! Mas eu sou suspeita para responder, porque sou são-paulina da geração do Raí. Acho ele maravilhoso, tanto pela beleza quanto pelo que fazia em campo. O cara era um fenômeno. E o mais legal de tudo é que demonstrava amor pelo São Paulo.

E do time atual?
Com nenhum. O grupo do São Paulo é muito bom, tanto é que lidera o Campeonato Brasileiro, mas quando o quesito é beleza...

Com a experiência de quem vai para a quinta capa de revista masculina, acredita na história de que a Íris levou R$ 700 mil de cachê da Playboy?

Sinceramente não. A Playboy não paga isso para ninguém. Ouvi dizer que quase R$ 400 mil do cachê sairiam da venda em bancas, o que também é impossível. As pessoas se esquecem que a Playboy não considera nesse cachê extra as revistas vendidas para assinantes. Ou seja, ela vai levar no máximo R$ 100 mil desses R$ 400 mil.

Para você, sair na Sexy não representa o fim da linha?

Muito pelo contrário. Eu vou ganhar muito mais na Sexy do que em qualquer Playboy que fiz. Pode ter certeza que qualquer estrela que sai na Sexy está ganhando uma grana pesada.

E depois desse ensaio, você pára com revistas masculinas?

Acho que já deu, né? Será a quinta capa. O importante de cada um dos ensaios foi que consegui dinheiro para garantir o conforto de toda minha família.

Como o assunto principal do brasileiro é futebol, abre o jogo: qual foi seu grande gol de placa?
Posso considerar que marquei dois grandes gols de placa. O primeiro foi ter sido escolhida pelo “É o Tchan”, o que mudou minha vida. Lá eu ganhei dinheiro, fama, prestígio e consegui construir tudo o que tenho hoje. O segundo gol foi ter me formado no curso de artes cênicas, no último semestre.

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Modelo revela paixão por Raí

E em campo você costumava marcar seus golzinhos?
Para falar a verdade, não. Eu amo futebol, sou são-paulina fanática, mas não me arrisquei a jogar muitas vezes. Minha habilidade com a bola nos pés é pequena, quase nula (risos).

Você ainda consegue ir num estádio?
É complicado mesmo. Imagina eu passando pela arquibancada do Morumbi. Acho que ia causar um barulho. Mas eu vou de vez em quando, com um esquema melhor. Combino com meus irmãos e fico num camarote. Saio antes de o jogo terminar.

O que te irrita no futebol moderno?
Esse negócio de os caras não pararem mais em nenhum time. Você não sabe o ódio que me dá em ver que um jogador que acabou de chegar já foi embora. Até entendo que o futebol é profissional, que eles precisam do dinheiro, mas gostava daquela época em que todos ficavam um tempão nos mesmos clubes.