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| Brasileiro
foi eleito o melhor reserva da NBA |
Vamos
direto ao assunto: sabe qual é o segredo
do brasileiro mais famoso da NBA? Leandro Barbosa,
“corintiano, maloqueiro e sofredor, graças
a Deus”, conta nesta entrevista exclusiva
ao Fatto Olé que fígado
cru com feijão é uma das armas secretas
do seu sucesso. “É uma poção
mágica preparada pela minha mãe”,
confirma o astro do Phoenix Suns e da Seleção
Brasileira, esbanjando humildade. A bola de basquete
que ganhou do irmão aos cinco anos de idade
traçou o futuro de Leandrinho, que sonhava
em ser jogador de futebol. Mas valeu ter trocado
os pés pelas mãos. Alguns anos depois,
o menino que brincava pelas ruas de terra da periferia
de São Paulo virou estrela na liga profissional
dos EUA. E para ficar com ‘Maloqueiro-conceito’
até 2013, o Suns tratou de desembolsar
R$ 32 milhões.
FATTO OLÉ: Como é essa história
de que você esqueceu o Corinthians depois
que foi para a NBA?
LEANDRINHO: (Risos) Isso deve ser intriga da oposição.
Mesmo à distância, continuo sendo
um corintiano fanático. Se não fosse,
não teria gastado a maior nota para comprar
um satélite que mostra todos os jogos do
Brasileirão. Estou acompanhando tudo o
que o Corinthians faz, ou pela TV ou pela internet.
Você torce sozinho?
Que nada. Estou fazendo todo mundo do Suns torcer
para o Corinthians também. Hoje em dia
nem preciso mais convidar o Steve Nash para ir
lá em casa. Ele mesmo pergunta quando vai
ser o próximo jogo e aparece do nada para
ver comigo.
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| Ala
assiste aos jogos do Timão com antena
via satélite |
Então quer dizer que um dos melhores jogadores
de basquete do mundo é corintiano?
Sim. O Nash é canadense e sempre foi viciado
em futebol. Até por isso acabamos nos aproximando,
quando eu cheguei no Suns. Depois que eu levei
uma camisa do Corinthians para ele, então,
ninguém é capaz de fazê-lo
virar a casaca.
Vocês jogam futebol em Phoenix?
Ah, não dá para ser muito freqüente,
apesar de eu adorar jogar. A dificuldade é
que a galera do time não tem a menor noção
com a bola nos pés, então acaba
sendo complicado.
Mas o boxe serve de preparação para
vocês, né?
É verdade. Só que muita gente estranha
quando escuta isso, porque acha que treinamos
para sair socando os outros. O grande lance é
que o boxe trabalha muito o jogo de pernas, cintura,
movimentação de braços. E
tudo isso é extramente importante, por
exemplo, dentro do garrafão.
O que você diria para os boleiros brasileiros
que reclamam por ter dois jogos por semana?
(Risos) Não sou de passar recado, mas o
que posso dizer é que principalmente na
primeira fase da NBA, a gente costuma jogar dia
sim, dia não. E olha que rolam altas viagens.
A grande vantagem, em comparação
ao futebol brasileiro, é que não
existe concentração. Ah, tem outra
coisa: os times são organizados e ricos,
então todos têm avião próprio.
Aí, não precisamos esperar no aeroporto.
Acaba o jogo, a gente vai para a pista, embarca
e rapidinho está em casa.
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| Leandrinho
em ação contra o Los Angeles
Lakers |
O que passou pela sua cabeça ao receber
o prêmio de melhor reserva da NBA na última
temporada, fato inédito para um brasileiro?
Putz, eu voltei no tempo e relembrei das dificuldades
que vivi no começo de carreira, da minha
saída do Bauru Tilibra para a aventura
nos Estados Unidos, do draft, em que eu fui apenas
o 28º escolhido... Passa um monte de coisas
na cabeça e ter o reconhecimento de que
você deu certo é algo sensacional.
Por que você virou o Ligeirinho?
(Risos) O pessoal do Suns me considera muito rápido
com a bola em quadra, e aí surgiu o apelido
do Speedy González, em referência
ao personagem do desenho animado do Ligeirinho.
Já que estamos falando de Estados Unidos,
qual é a imagem que têm do Brasil?
Então, a imagem nem é das melhores,
até porque os americanos vivem muito no
mundo deles, e não conhecem bem o resto.
Mas eu e os outros jogadores brasileiros ajudamos
a melhorar um pouco a visão deles para
com o Brasil. O Anderson Varejão é
superquerido pelos torcedores do Cleveland Cavaliers,
por exemplo.
Qual é o seu programa predileto por lá?
(Pensativo) Você não vai acreditar,
mas, além de assistir aos jogos do Corinthians,
o que eu mais curto é ver novela. Na realidade,
eu comprei o satélite para ver o Corinthians
e também as novelas da Globo, que eu amo.
Sou um baita noveleiro, de até gravar o
capítulo, quando não estou em casa.
Já conseguiu ficar bilionário?
Que isso! Ainda falta muito. Mas também
não posso reclamar, porque o padrão
de vida que eu tenho lá nos Estados Unidos
é bem legal. Os salários são
bons, não tem atraso e eu ainda ganho muita
coisa de graça. Então, por mais
que eu tente gastar, sempre sobra um troco.
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