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Cena
1: Filha de um vendedor viajante e de
uma dona de casa, a menina Íris Stefanelli
vive uma infância pobre na cidade de Tupã,
no interior de São Paulo. Seu programa
favorito, acreditem, é ir à escola
na garupa da bicicleta vermelha de seu pai. Um
pouco mais velha, Íris se vê obrigada
a trabalhar para pagar a faculdade de enfermagem.
Passa a ser sacoleira e viaja a cada 15 dias para
o Paraguai, de ônibus. De lá traz
bugigangas numa sacola pesada, que carrega sob
as costas. A dificuldade seguinte é vender
as mercadorias. A sonhadora visita os bairros
mais ricos de Uberlândia, para onde se mudou
na adolescência, em busca de clientes dispostas
a gastar. Tanto sacrifício não rende
mais do que R$ 600 por mês. Em meio ao vai-e-vem
das viagens e peregrinações, Siri,
como também é conhecida, tenta chamar
atenção dos garotos com alguns segredinhos
femininos: ela usa vestidos curtos e decotões
para ouvir elogios dos homens na rua.
Cena
2: Aos 27 anos, Íris incorpora
a história de Cinderela, a gata borralheira,
ou o conto de fadas vivido por vários jogadores
de futebol. De garota pobre e desconhecida, que
precisava de decotes para ser notada, ela se transforma
da noite para o dia em um fenômeno midiático.
A ponto de entrar no seleto hall de brasileiras
que posaram na edição de aniversário
da Playboy, como Vera Fischer, Adriane Galisteu,
Feiticeira... Sua participação no
Big Brother 7 a colocou na condição
de uma das mulheres mais cobiçadas do País.
Desde então, tudo o que ela toca vira ouro.
A musa tem uma cobertura na Barra da Tijuca, no
Rio, deu uma mansão aos pais em Uberlândia,
e está à caça de algum apartamento
luxuoso para que possa ser sua casa em São
Paulo. O príncipe que arranjou enquanto
estava enclausurada passou a sapo, mas nem isso
incomoda. Capa de sete revistas e protagonista
de cinco campanhas publicitárias nos últimos
meses, ela é uma fábrica de fazer
dinheiro. Ainda atua como apresentadora e lançou
uma personagem infantil. Até por isso,
se transformou no melhor partido do Brasil –
não faltam homens interessados.
Cena
3: Mas quem se esconde por trás
desta caipira que encanta homens, mulheres, ricos,
pobres, idosos, jovens e crianças? O Fatto
Olé escalou seu time para descobrir
a essência da Siri que virou Princesa. Logo
no primeiro contato com a capa da Playboy deste
mês, a constatação: sua simplicidade
e generosidade lhe garantem um carisma espetacular,
digno de grandes personalidades do mundo. Apaixonada
por seu bumbum, Íris revela na entrevista
abaixo o que fez na hora “H”, conta
qual a sua maior fantasia e confessa que está
com o coração vazio.
FATTO OLÉ - Qual foi sua preparação
para ser fotografada como veio ao mundo?
ÍRIS STEFANELLI - Então,
meu corpo sempre foi de ganhar massa muito rápido.
Aí, para ficar bem bonita, eu me cuidei
nos dias que antecederam as fotos. Fiz um regime,
passei a tomar sopas à noite e malhei,
principalmente bumbum e pernas. Também
fiz bronzeamento solar.
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| Íris
tem agenda concorrida |
O que você fez para se soltar na hora “H”?
Me disseram para ser uma atriz, então incorporei
a Maria Antonieta. Deixei meu lado menina de fora
e passei a interpretar uma mulher sensual, que
causaria interesse para as pessoas comprarem a
revista. Vi várias outras revistas para
saber como fazer direito. Prestei atenção
nas caras, bocas, olhares...
E essa mulher sensual e interessante tem fantasias?
Claro que tenho! Mas a minha maior fantasia é
amar. Fantasias são fundamentais para qualquer
mulher.
Gostou das fotos?
Eu nunca tinha me visto nua e fiquei surpresa.
Falei: sou eu este mulherão? Não
acreditei na hora que vi as fotos na provinha.
Achei muito diferente, pois, até então,
quase não tinha foto de biquíni
e agora estava mostrando tudo. Mas fiquei contente
com o resultado e com a chance de mostrar este
meu lado mulher. E o povo também vai ficar.
Fui corajosa!
Depois de tirar mais de 1.000 fotos, qual é
o seu ângulo preferido?
Gosto muito de fotos de costas, do meu bumbum.
Queria que as fotos mostrassem meu bumbum, costas
e curvas. E ficou tão bom que acabou virando
capa.
Como é essa história de que suas
fotos precisaram ser salvas pelo Photoshop?
Juro pelo nome da minha mãe que não
tem Photoshop nenhum aqui. Olha como eu to carnuda
(apontando para uma foto em que exibe seu bumbum
avantajado)! As fotos ficaram tão boas
que estava até difícil de escolher.
E olha que eu me cobro muito, coloco mil e um
defeitos em mim, mas nunca fui de ter muita celulite
nem estrias.
Abre o jogo: é verdade que você embolsou
R$ 700 mil para tirar a roupa?
O cachê foi maravilhoso, digno de uma estrela.
Foi muito mais do que eu havia pedido, mas só
posso dizer que R$ 700 mil não foi... Agora
se foi um pouquinho mais ou um pouquinho menos,
isso não dá para contar. Só
sei que daqui para frente vou tirar o pé
da jaca (risos). Já deu até para
ganhar um BBB.
E o que pretende fazer com toda essa grana que
está ganhando?
Os contratos que eu consegui depois que saí
do BBB estabilizaram a minha vida, mas a Playboy
foi a minha independência financeira. Já
comprei a casa dos meus pais e estou montando
um negócio para o meu pai. Comprei um carro
novo e estou procurando um apartamento em São
Paulo, mas ainda não achei um com tudo
o que eu quero. A idéia é ter apartamento
novo, móveis novos, eletrodomésticos
novos... Tudo o que tínhamos antes não
serve mais.
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Ensaio fotográfico para o site Paparazzo |
E como você lida com públicos tão
diversos, já que lançou uma personagem
infantil e posou para a Playboy num espaço
tão curto de tempo?
Eu pensei sobre isso também, mas não
acho que um público anula o outro. As mulheres
me admiram, sabem que eu tenho caráter
e elas mesmas comprarão a revista para
os maridos. E são essas mesmas mulheres
que educam seus filhos e que acham que eu sou
um exemplo para eles. A mãe sabe que sou
meiga, que tenho caráter, que sou um exemplo,
mas que também tenho meu lado mulher.
E como anda o coração depois do
Alemão?
Não tive tempo ainda de pensar. Desde que
saí do Big Brother minha agenda não
parou. Não sobra nem tempo para atender
o telefone. Mas com o TV Fama estabilizei. Acho
que daqui a uns três meses, minha vida estará
mais tranqüila e poderei buscar alguém.
Estou me sentindo carente, sozinha. Quero um namorado,
mas eu busco qualidade e não quantidade.
Não pego o primeiro que canta, quero amar
e ser amada, quero alguém em que possa
confiar.
A Íris em que se transformou ainda é
a mesma do tempo em que era sacoleira?
Sim,
ainda sou a mesma Íris de sempre. Quero
melhorar como profissional, mas sendo a mesma
pessoa. Minha família continua do mesmo
jeito, não quero mudá-los. Quero
que se sintam super à vontade. Quero dar
qualidade de vida pra eles, mas não transformá-los.
Quero sempre melhorar, mas mudar não.
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