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Na
mochila de quase todos os boleiros que vão
para a concentração, há um
item que jamais pode faltar: o DVD de Os Simpsons,
série de desenhos animados mais conhecida
do planeta. A explicação para a
proximidade entre o futebol brasileiro e a maluca
família amarela de Spriengfield está
em suas origens. Rogério Ceni, Kléber,
Obina, Somália e companhia curtem bastante
o divertido patriarca Homer, um cara simples,
guiado pelos impulsos, que saiu do subúrbio
para vencer na vida.
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Homer e Ronaldo não parecem gêmeos? |
“Eu
assisto sempre Os Simpsons. Adoro o mau-humor
do Homer, gosto da rebeldia do Bart e acho superbonitinho
ver a Lisa tocando saxofone”, revela o zagueiro
Betão, do Corinthians. “Coloco o
DVD sempre na hora que vou dormir. O problema
é que às vezes passo a madrugada
inteira vidrado na frente da TV”, reconhece
o defensor, que é o capitão alvinegro.
Ele jura ter em casa 15 das 18 temporadas e calcula
que viu pelo menos 300 dos 400 episódios
criados pelo cartunista Matt Groening em quase
20 anos de sucesso avassalador.
Apesar
de o filho Bart ter tomado conta do posto de ícone
da franquia, avaliada em US$ 1 bilhão,
muitos jogadores de futebol conseguem se enxergar
em Homer. Principalmente a ‘turma do chinelinho’,
que curte a vida mansa e adora beber cerveja.
O paizão também é um contador
de piadas infames, exatamente como o corintiano
Vampeta e o são-paulino Souza e o ex-santista
Robinho, por exemplo.
Ah,
Ronaldo por algum tempo ganhou o apelido de Homer,
graças a careca e ao barrigão avantajado.
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Fenômeno em sua aparição
num episódio de Os Simpsons |
Na
sala de cinema construída no Centro de
Treinamento do São Paulo, nada passa mais
do que as trapalhadas da família de Spriengfield.
“Quase todo mundo tem a série completa
dos Simpsons”, revela o atacante Leandro.
“Geralmente depois do almoço tem
uma turma que vai dormir. A outra segue rapidinho
para o cinema, para gargalhar com o Homer”,
explica o são-paulino, citando como fãs
o zagueiro André Dias, o volante Josué,
o goleiro Rogério Ceni e o meia Souza.
O
vício é tal que a boleirada já
sabe de quase tudo sobre o longa-metragem dos
Simpsons que estréia no dia 17 de agosto,
em cinemas de todo o Brasil, para celebrar os
20 anos da série. “Estou contando
os minutos para ver o filme. Pô, gastaram
mais de 1 bilhão de dólares na produção.
Deve ter ficado sensacional”, imagina o
goleiro Sérgio, que aprendeu a gostar das
bagunças da família quando defendia
o Palmeiras.
A
boleirada apaixonada pelos personagens amarelos
e cabeçudos sonha em pelo menos um dia
fazer parte desta rotina. Até hoje, apenas
dois atletas tiveram essa oportunidade. O primeiro
foi Pelé, em 1997, e depois Ronaldo. O
Rei do Futebol, porém, acabou sendo satirizado
em sua aparição: antes de uma partida,
ele surgiu no estádio, entrou no campo
e fez o comercial de um produto. Saiu com um saco
cheio de dinheiro, como se fosse um mercenário.
Já Ronaldo deu o ar de sua graça
num episódio deste ano. Ele é convocado
pelo amigo Homer para ensinar os filhos a jogar
futebol.
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Cena do filme que estréia 17 de agosto
no Brasil |
“Eu
ia deitar e rolar no meio daqueles malucos”,
sonha Souza. “Já pensou um bate-bola
entre eu, o Homer e o Bart?”, indaga o camisa
10 do Tricolor, lembrando que em 2002 um episódio
inteiro foi dedicado ao Brasil. Chamado de “O
feitiço de Lisa”, o capítulo
mostra a viagem da família ao Rio de Janeiro.
Lá eles encontram uma cidade cheia de macacos,
como numa selva. Para completar, Homer acaba seqüestrado
e Lisa assaltada por meninos na rua.
Corre
o boato de que o filme colocará fim à
série. Mas antes que a notícia cause
comoção no mundo do futebol, vale
a informação: já há
quem trabalhe a cabeça de Homer para convencê-lo
a jogar na Liga de Futebol dos Estados Unidos.
E argumentos não faltam: carismático
como é, o velho ranzinza faria mais sucesso
do que o pop star David Beckham. Imagine o número
de camisas vendidas pelo ferão de Spriengfield.
E dá-lhe Jay-Jay Homer!
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