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Cá
para nós: japonesa é o escambau...
Aqui no Fatto Olé a modelo
Natália Guimarães é a Miss
Universo e ponto final. E com todos os méritos.
A gente inaugura assim nosso departamento de extrema
beleza, onde os leitores têm que entrar
com a chamada inspiração do oba-oba.
Qualidade especial do ser humano só encontrada
em pessoas que, por exemplo, estão acessando
esta baita entrevista exclusiva – se é
que vocês me entendem! Bom, chega de lero-lero
porque a Natália tem muita coisa pra contar,
combinado? Boa leitura.
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Mineira no Miss Universo, em que ficou no
2º lugar |
FATTO OLÉ -
Como é a vida de uma Miss Brasil?
Natália Guimarães: Eu diria que
não é tão glamourosa quanto
as pessoas pensam, mas pelo menos a minha é
bem gostosa. Faço uma série de trabalhos
como desfiles, promoção de marcas,
tenho sempre alguma entrevista para dar. É
uma correria total. Ah, e ainda preciso fazer
academia.
Então quer dizer que o segredo para manter
esse corpão está na malhação?
Nem tanto. Acho que eu dei sorte, mesmo. Porque
sempre fui de comer tudo o que tenho vontade e
nunca malhei demais. Por exemplo: eu gosto bastante
de chocolate e não deixo de comer porque
tenho um desfile no outro dia. Eu só não
exagero nas coisas.
Já deu para engolir o segundo lugar no
concurso de Miss Universo, perdendo para uma japonesa
sem metade do seu charme?
(Risos) Sabe que já! Hoje em dia, quando
paro e relembro do concurso, acho até que
foi bom ter sido a vice-campeã. Porque
se eu tivesse ganhado, teria que morar nos Estados
Unidos e aí ficaria longe da minha família,
do meu namorado, das minhas raízes... Morei
um ano em Nova York, que é excepcional
para trabalhar, mas morri de saudade de todo mundo
daqui.
Sem contar que o Miss Universo te abriu um monte
de portas...
Com certeza absoluta. Quando voltei do México,
nem esperava ser reconhecida. Acabei ficando uns
15 dias em São Paulo a trabalho, e aonde
eu ia todo mundo cumprimentava, parabenizava e
falava que eu merecia ser a Miss Universo. Desde
então não pararam de surgir coisas
para fazer. Agora, por exemplo, estou me preparando
para participar da Dança no Gelo, no programa
do Faustão.
E já levou muito tombo?
Então, até que não muitos.
Foram uns dez tombinhos, mas todos leves e graças
a Deus não me machuquei. Estou na fase
dos treinos e já tive seis aulas. O mais
legal de tudo é que estou adorando a patinação
no gelo, porque me dá a chance de fazer
uma série de exercícios. Não
vejo a hora de o programa começar para
valer.
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Natália ganha homenagem do Atlético-MG,
seu time do coração |
Como você lida com a fama de que toda miss
é burra?
Eu ignoro, porque sei que esse estereótipo
não se aplica a mim. Vou contar um caso
que aconteceu no Miss Universo. Logo no primeiro
dia de ensaio, o coreógrafo caiu de boca
no chão e quebrou um dente. No outro, a
Miss China despencou do palco e rasgou a calça.
Percebi que estava todo mundo escorregando porque
o piso era de vidro, liso feito sabão.
Tudo para dar um efeito espelhado com a iluminação.
Aí, na véspera do desfile, pedi
para colocarem uma borrachinha na sola dos meus
sapatos e subirem a barra dos meus vestidos. Burra
eu não sou (risos).
E você sempre foi a mais bonita da turma?
Que nada. Comecei a carreira como modelo aos 15
anos, e até essa idade eu não estava
nem aí com beleza e era uma das mais cheinhas
da classe. Só para você ter uma idéia,
eu gastava toda a minha mesada em uma loja de
doces perto de casa.
Qual a parte mais bonita do seu corpo?
Do corpo? Humm... O que mais gosto são
os olhos. Acho que eles conseguem passar muitas
mensagens.
E você apresenta algum defeito de fabricação?
(Risos) Claro! Eu não gosto dos meus pés.
Calço 39 e você não sabe o
sacrifício que é para encontrar
um sapato que sirva.
Que opinião tem sobre o caos aéreo
brasileiro?
Acho uma verdadeira tragédia. É
triste ver que chegamos a esse ponto desesperador,
em que as pessoas se aglomeram nos aeroportos,
são maltratadas. Como moro no Rio de Janeiro
e meu namorado vive em Belo Horizonte, dependo
do avião todo fim de semana para encontrá-lo.
Ultimamente, tem sido um inferno para embarcar.
Na semana passada, por exemplo, não consegui
vôo. Ainda bem que ele me fez uma surpresa
e veio de carro até o Rio, só para
me ver.
Namorado de miss deve morrer de ciúmes,
né?
Ah, não sei. O meu namorado é um
pouco ciumento, sim. Ele acha que todo mundo só
tem olhos para mim, o que não é
verdade. Ele me liga várias vezes por dia,
e eu gosto, porque serve para diminuir a saudade.
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Modelo se prepara para participar da Dança
do Gelo |
Mas vamos falar de futebol. Por que você
acabou virando torcedora do Atlético-MG?
Acho que porque o Atlético-MG sempre esteve
presente na minha vida de modelo. Minha família
é toda de Juiz de Fora, onde só
tem torcedor dos times do Rio. Mas quando me mudei
para BH, entrei para uma agência de modelos
cheia de atleticanos. Acabei gostando, participei
de vários desfiles de apresentação
de uniforme, estive na inauguração
da loja de esportes do Galo...
Homem que torce pelo Atlético-MG é
galo. E a mulher... Galinha?
(Risos) Tudo menos isso, né? Podem me chamar
de galo, galona, atleticana...
Qual foi a maior loucura que você já
fez pelo Atlético-MG?
Acho que foi ter ido numa final de Campeonato
Mineiro sozinha lá no Mineirão.
Foi demais ver a Galoucura (maior torcida organizada
do clube) cantando o hino e fazendo o estádio
tremer. Está entre as maiores emoções
que já senti.
Linda, gostosa, apaixonada por futebol... Só
falta você falar que bate um bolão.
Ah, mas não bato, não. Minha intimidade
com a bola é zero.
Abre o jogo: muito boleiro já te xavecou?
Acredita que nenhum? Pois é verdade. Eu
nunca tive contato com jogadores de futebol. Nas
vezes em que vou ao estádio, estou sempre
rodeada de amigos e amigas. Aí a gente
assiste ao jogo da tribuna e logo vai embora.
Mas qual o jogador que você mais gosta?
Adoro o Ronaldinho Gaúcho, por causa da
alegria que ele mostra com a bola nos pés.
É algo bem brasileiro. Sem contar o gingado
dele...
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