2007 - EDIÇÃO 93

NATÁLIA GUIMARÃES, A NÚMERO 1 DO MUNDO!
Por Jorge Nicola

Cá para nós: japonesa é o escambau... Aqui no Fatto Olé a modelo Natália Guimarães é a Miss Universo e ponto final. E com todos os méritos. A gente inaugura assim nosso departamento de extrema beleza, onde os leitores têm que entrar com a chamada inspiração do oba-oba. Qualidade especial do ser humano só encontrada em pessoas que, por exemplo, estão acessando esta baita entrevista exclusiva – se é que vocês me entendem! Bom, chega de lero-lero porque a Natália tem muita coisa pra contar, combinado? Boa leitura.

Foto: Divulgação
Mineira no Miss Universo, em que ficou no 2º lugar

FATTO OLÉ - Como é a vida de uma Miss Brasil?
Natália Guimarães: Eu diria que não é tão glamourosa quanto as pessoas pensam, mas pelo menos a minha é bem gostosa. Faço uma série de trabalhos como desfiles, promoção de marcas, tenho sempre alguma entrevista para dar. É uma correria total. Ah, e ainda preciso fazer academia.

Então quer dizer que o segredo para manter esse corpão está na malhação?

Nem tanto. Acho que eu dei sorte, mesmo. Porque sempre fui de comer tudo o que tenho vontade e nunca malhei demais. Por exemplo: eu gosto bastante de chocolate e não deixo de comer porque tenho um desfile no outro dia. Eu só não exagero nas coisas.

Já deu para engolir o segundo lugar no concurso de Miss Universo, perdendo para uma japonesa sem metade do seu charme?

(Risos) Sabe que já! Hoje em dia, quando paro e relembro do concurso, acho até que foi bom ter sido a vice-campeã. Porque se eu tivesse ganhado, teria que morar nos Estados Unidos e aí ficaria longe da minha família, do meu namorado, das minhas raízes... Morei um ano em Nova York, que é excepcional para trabalhar, mas morri de saudade de todo mundo daqui.

Sem contar que o Miss Universo te abriu um monte de portas...
Com certeza absoluta. Quando voltei do México, nem esperava ser reconhecida. Acabei ficando uns 15 dias em São Paulo a trabalho, e aonde eu ia todo mundo cumprimentava, parabenizava e falava que eu merecia ser a Miss Universo. Desde então não pararam de surgir coisas para fazer. Agora, por exemplo, estou me preparando para participar da Dança no Gelo, no programa do Faustão.

E já levou muito tombo?

Então, até que não muitos. Foram uns dez tombinhos, mas todos leves e graças a Deus não me machuquei. Estou na fase dos treinos e já tive seis aulas. O mais legal de tudo é que estou adorando a patinação no gelo, porque me dá a chance de fazer uma série de exercícios. Não vejo a hora de o programa começar para valer.

Foto: Divulgação
Natália ganha homenagem do Atlético-MG, seu time do coração

Como você lida com a fama de que toda miss é burra?
Eu ignoro, porque sei que esse estereótipo não se aplica a mim. Vou contar um caso que aconteceu no Miss Universo. Logo no primeiro dia de ensaio, o coreógrafo caiu de boca no chão e quebrou um dente. No outro, a Miss China despencou do palco e rasgou a calça. Percebi que estava todo mundo escorregando porque o piso era de vidro, liso feito sabão. Tudo para dar um efeito espelhado com a iluminação. Aí, na véspera do desfile, pedi para colocarem uma borrachinha na sola dos meus sapatos e subirem a barra dos meus vestidos. Burra eu não sou (risos).

E você sempre foi a mais bonita da turma?
Que nada. Comecei a carreira como modelo aos 15 anos, e até essa idade eu não estava nem aí com beleza e era uma das mais cheinhas da classe. Só para você ter uma idéia, eu gastava toda a minha mesada em uma loja de doces perto de casa.

Qual a parte mais bonita do seu corpo?
Do corpo? Humm... O que mais gosto são os olhos. Acho que eles conseguem passar muitas mensagens.

E você apresenta algum defeito de fabricação?
(Risos) Claro! Eu não gosto dos meus pés. Calço 39 e você não sabe o sacrifício que é para encontrar um sapato que sirva.

Que opinião tem sobre o caos aéreo brasileiro?
Acho uma verdadeira tragédia. É triste ver que chegamos a esse ponto desesperador, em que as pessoas se aglomeram nos aeroportos, são maltratadas. Como moro no Rio de Janeiro e meu namorado vive em Belo Horizonte, dependo do avião todo fim de semana para encontrá-lo. Ultimamente, tem sido um inferno para embarcar. Na semana passada, por exemplo, não consegui vôo. Ainda bem que ele me fez uma surpresa e veio de carro até o Rio, só para me ver.

Namorado de miss deve morrer de ciúmes, né?
Ah, não sei. O meu namorado é um pouco ciumento, sim. Ele acha que todo mundo só tem olhos para mim, o que não é verdade. Ele me liga várias vezes por dia, e eu gosto, porque serve para diminuir a saudade.

Foto: Divulgação
Modelo se prepara para participar da Dança do Gelo

Mas vamos falar de futebol. Por que você acabou virando torcedora do Atlético-MG?
Acho que porque o Atlético-MG sempre esteve presente na minha vida de modelo. Minha família é toda de Juiz de Fora, onde só tem torcedor dos times do Rio. Mas quando me mudei para BH, entrei para uma agência de modelos cheia de atleticanos. Acabei gostando, participei de vários desfiles de apresentação de uniforme, estive na inauguração da loja de esportes do Galo...

Homem que torce pelo Atlético-MG é galo. E a mulher... Galinha?

(Risos) Tudo menos isso, né? Podem me chamar de galo, galona, atleticana...

Qual foi a maior loucura que você já fez pelo Atlético-MG?

Acho que foi ter ido numa final de Campeonato Mineiro sozinha lá no Mineirão. Foi demais ver a Galoucura (maior torcida organizada do clube) cantando o hino e fazendo o estádio tremer. Está entre as maiores emoções que já senti.

Linda, gostosa, apaixonada por futebol... Só falta você falar que bate um bolão.

Ah, mas não bato, não. Minha intimidade com a bola é zero.

Abre o jogo: muito boleiro já te xavecou?

Acredita que nenhum? Pois é verdade. Eu nunca tive contato com jogadores de futebol. Nas vezes em que vou ao estádio, estou sempre rodeada de amigos e amigas. Aí a gente assiste ao jogo da tribuna e logo vai embora.

Mas qual o jogador que você mais gosta?

Adoro o Ronaldinho Gaúcho, por causa da alegria que ele mostra com a bola nos pés. É algo bem brasileiro. Sem contar o gingado dele...