2007 - EDIÇÃO 92

THIAGO PEREIRA: TIRAMOS O PEIXE DA ÁGUA!
Por Jorge Nicola
Foto: Izac Luz
Nadador exibe as oito medalhas ganhas no Pan

O Pan do Rio contou com 5.500 atletas, de 42 países, e nenhum brilhou mais do que o carioca Thiago Pereira. O garoto de 21 anos pendurou nada menos do que oito medalhas no pescoço: seis de ouro, uma de prata e uma de bronze. Nesta edição, o Fatto Olé tirou o peixe da água especialmente para você não ficar boiando. Agora, está na hora de mergulhar nesta entrevista exclusiva e descobrir tudo sobre o maior personagem do esporte nacional na atualidade. Sabia que ele treina sete horas por dia, é envergonhado, adora balada e já pegou uma modelo gatíssima depois do Pan? E mais: o garoto de ouro revela que quem quiser namorá-lo terá de passar pelo crivo da mãe.

FATTO OLÉ - Qual é a sensação de ter ganho, sozinho, mais medalhas do que a maioria dos países que participam do Pan?
THIAGO - Pô, é no mínimo uma sensação estranha. Meus amigos até brincaram que se eu fosse um país, estaria em nono lugar na classificação geral do Pan. Mas o principal é que essas medalhas todas foram para o Brasil, e fico feliz por ter dado minha contribuição para deixar o País mais feliz e mais longe do Canadá.

É verdade que a natação surgiu na sua vida depois de uma tragédia?
Pior que é. Eu tinha dois anos e estava numa festinha no sítio de um tio, quando caí na piscina e quase morri afogado. Minha mãe conta que eu era pequeninho e não sabia nadar, mas ela levou um susto tão grande que resolveu me colocar na natação no dia seguinte.

Foto: Divulgação
Thiago nada sete horas por dia

Ou seja, o segredo do seu sucesso está no fato de ter começado na piscina bem cedo?
Acho que é um dos segredos, sim. Imagina que eu nem sabia falar direito e já estava nadando. Dos meus 21 anos de vida, 19 foram na piscina, o que faz uma baita diferença, né? Mas acho que também tem a ver com dom, esforço, dedicação e técnica.

Abre o jogo: além das seis medalhas de ouro, o Pan também está te rendendo frutos com a mulherada...
(Pensativo) O que posso dizer? Ah, não tenho o que reclamar, não. Eu procuro retribuir o carinho tirando fotos, dando autógrafos. Mas às vezes fico com mais vergonha do que a pessoa que vem falar comigo.

Mas conta da modelo loira que beijou na balada após sua participação no Pan.
Você está falando da Heloízia Alencar? Ela é minha amiguinha (risos). O que eu posso dizer é que agora estou de férias e quero curtir, sim, um pouco de baladas para relaxar.

Ok, mas você não tem namorada. Está à procura?

Por que não? Todo mundo quer ter uma namorada, né? Mas não pode ser qualquer uma. Eu tenho que achar a menina linda e legal, e minha mãe (Rose) também tem que gostar. Sou muito apegado à mamãe e a aprovação dela é fundamental.

No futebol existem várias histórias de jogadores que fogem da concentração, atrás de rabos de saia. Isso também acontece na natação?
Então... acontece, mas não acontece. Deixo explicar: enquanto rola uma competição, a gente fica bastante concentrado e não dá pra fazer nada. Tem sempre prova de manhã, bem cedo, e você precisa estar descansado para competir bem. Mas depois das provas, tem uma galera que pula a cerca, sim.

E o que você costuma fazer quando não está nadando?
Faço de tudo. Sou bastante organizado, então arranjo tempo de ouvir música, ver filme, fazer balada. Aliás, gosto muito de música, e escuto todos os tipos, sem preconceito. Mas o que eu realmente gosto é de ficar em casa. Sou caseiro até demais.

Foto: Eduardo Vinicius/Ag.FPontes
Após o Pan, ele trocou beijos com a modelo Heloízia Alencar

Thiago, você vive só de sunga e toca. Toparia tirar essas duas peças para um ensaio nu?
Um monte de gente me pergunta, e a maioria se surpreende quando eu falo que não posaria nunca. O pessoal acha que, por eu trabalhar quase pelado, estou acostumado. Mas não curto a idéia, não.

Qual a parte do seu corpo que a mulherada mais gosta?
Deixa eu ver... Acho que as pernas (envergonhado). Sei lá, talvez seja mais fácil perguntar para elas.

Dá para engolir aquela história de que o importante é competir?
(Risos) Negativo. O importante é competir, mas... eu, para falar a verdade, quero ganhar sempre. Um dos meus defeitos é não saber perder. E tenho de conviver com isso porque não dá para ganhar sempre. Ainda bem que no Pan deu para ganhar muito mais do que perder.

Que você voa nas piscinas, o mundo já sabe. Mas e qual é sua habilidade com a bola nos pés?
Ih, cara. Não tenho habilidade nenhuma. Quando era mais novo, ainda jogava futsal e basquete no colégio, lá em Volta Redonda. Para falar a verdade, fui me afastando do mundo do futebol com o tempo.

Bom, mas carioca da gema, dá para imaginar que você é flamenguista?

Negativo. Nem Flamengo, nem Vasco, nem Botafogo, nem Fluminense... Não torço para ninguém, não. Estou mais ligado na natação e perdi o encanto com o futebol.