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Nadador exibe as oito medalhas ganhas no
Pan |
O
Pan do Rio contou com 5.500 atletas, de 42 países,
e nenhum brilhou mais do que o carioca Thiago
Pereira. O garoto de 21 anos pendurou nada menos
do que oito medalhas no pescoço: seis de
ouro, uma de prata e uma de bronze. Nesta edição,
o Fatto Olé tirou o peixe
da água especialmente para você não
ficar boiando. Agora, está na hora de mergulhar
nesta entrevista exclusiva e descobrir tudo sobre
o maior personagem do esporte nacional na atualidade.
Sabia que ele treina sete horas por dia, é
envergonhado, adora balada e já pegou uma
modelo gatíssima depois do Pan? E mais:
o garoto de ouro revela que quem quiser namorá-lo
terá de passar pelo crivo da mãe.
FATTO
OLÉ - Qual é a sensação
de ter ganho, sozinho, mais medalhas do que a
maioria dos países que participam do Pan?
THIAGO
- Pô, é no mínimo uma sensação
estranha. Meus amigos até brincaram que
se eu fosse um país, estaria em nono lugar
na classificação geral do Pan. Mas
o principal é que essas medalhas todas
foram para o Brasil, e fico feliz por ter dado
minha contribuição para deixar o
País mais feliz e mais longe do Canadá.
É verdade que a natação surgiu
na sua vida depois de uma tragédia?
Pior que é. Eu tinha dois anos e estava
numa festinha no sítio de um tio, quando
caí na piscina e quase morri afogado. Minha
mãe conta que eu era pequeninho e não
sabia nadar, mas ela levou um susto tão
grande que resolveu me colocar na natação
no dia seguinte.
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Thiago nada sete horas por dia |
Ou seja, o segredo do seu sucesso está
no fato de ter começado na piscina bem
cedo?
Acho que é um dos segredos, sim. Imagina
que eu nem sabia falar direito e já estava
nadando. Dos meus 21 anos de vida, 19 foram na
piscina, o que faz uma baita diferença,
né? Mas acho que também tem a ver
com dom, esforço, dedicação
e técnica.
Abre o jogo: além das seis medalhas de
ouro, o Pan também está te rendendo
frutos com a mulherada...
(Pensativo) O que posso dizer? Ah, não
tenho o que reclamar, não. Eu procuro retribuir
o carinho tirando fotos, dando autógrafos.
Mas às vezes fico com mais vergonha do
que a pessoa que vem falar comigo.
Mas conta da modelo loira que beijou na
balada após sua participação
no Pan.
Você está falando da Heloízia
Alencar? Ela é minha amiguinha (risos).
O que eu posso dizer é que agora estou
de férias e quero curtir, sim, um pouco
de baladas para relaxar.
Ok, mas você não tem namorada. Está
à procura?
Por que não? Todo mundo quer ter uma namorada,
né? Mas não pode ser qualquer uma.
Eu tenho que achar a menina linda e legal, e minha
mãe (Rose) também tem que gostar.
Sou muito apegado à mamãe e a aprovação
dela é fundamental.
No futebol existem várias histórias
de jogadores que fogem da concentração,
atrás de rabos de saia. Isso também
acontece na natação?
Então... acontece, mas não acontece.
Deixo explicar: enquanto rola uma competição,
a gente fica bastante concentrado e não
dá pra fazer nada. Tem sempre prova de
manhã, bem cedo, e você precisa estar
descansado para competir bem. Mas depois das provas,
tem uma galera que pula a cerca, sim.
E o que você costuma fazer quando não
está nadando?
Faço de tudo. Sou bastante organizado,
então arranjo tempo de ouvir música,
ver filme, fazer balada. Aliás, gosto muito
de música, e escuto todos os tipos, sem
preconceito. Mas o que eu realmente gosto é
de ficar em casa. Sou caseiro até demais.
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Após o Pan, ele trocou beijos com
a modelo Heloízia Alencar |
Thiago, você vive só de sunga e toca.
Toparia tirar essas duas peças para um
ensaio nu?
Um monte de gente me pergunta, e a maioria se
surpreende quando eu falo que não posaria
nunca. O pessoal acha que, por eu trabalhar quase
pelado, estou acostumado. Mas não curto
a idéia, não.
Qual a parte do seu corpo que a mulherada mais
gosta?
Deixa eu ver... Acho que as pernas (envergonhado).
Sei lá, talvez seja mais fácil perguntar
para elas.
Dá para engolir aquela história
de que o importante é competir?
(Risos) Negativo. O importante é competir,
mas... eu, para falar a verdade, quero ganhar
sempre. Um dos meus defeitos é não
saber perder. E tenho de conviver com isso porque
não dá para ganhar sempre. Ainda
bem que no Pan deu para ganhar muito mais do que
perder.
Que você voa nas piscinas, o mundo já
sabe. Mas e qual é sua habilidade com a
bola nos pés?
Ih, cara. Não tenho habilidade nenhuma.
Quando era mais novo, ainda jogava futsal e basquete
no colégio, lá em Volta Redonda.
Para falar a verdade, fui me afastando do mundo
do futebol com o tempo.
Bom, mas carioca da gema, dá para imaginar
que você é flamenguista?
Negativo. Nem Flamengo, nem Vasco, nem Botafogo,
nem Fluminense... Não torço para
ninguém, não. Estou mais ligado
na natação e perdi o encanto com
o futebol.
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