Conheça o novo rei do marketing Craque com DNA da guerra
Vídeo-game acaba com Seleção sub-20 O verdadeiro rival de Beckham
Chorão também joga bola Pepe vale mais do que Robinho?

Conheça o novo rei do marketing

Ilustração: Márcio MeridaPensando nas grandes questões questionáveis da humanidade, o Fatto Olé acredita que Robinho será em breve eleito o melhor boleiro do mundo pela Fifa. Além de jogar um bolão, o moleque sabe vender muito bem a sua imagem. Uma coisa que ficou evidente durante a disputa da Copa América é que Robinho está sempre fazendo poses para as câmeras. Nos treinamentos, o craque brasileiro dá cambalhotas, planta bananeira, sorri sempre, brinca com os colegas, beija a bola, pedala, faz de tudo para aparecer bem na fita. Quando ele ainda vestia a camisa do Santos, logo no início da carreira relâmpago, um fotógrafo (que pede para não ser identificado) passava dicas para o atleta ser melhor clicado. E Robinho comprovou que aprendeu muito com a consultoria de imagem.

Vídeo-game acaba com Seleção sub-20
Ilustração: Márcio MeridaSe você faz parte dos milhões de torcedores que não entenderam a péssima campanha da Seleção Brasileira no Mundial sub-20 (foi a pior da história), é melhor sentar para ouvir a explicação. A garotada lançou um boicote ao técnico Nelson Rodrigues depois que ele resolveu proibir o uso de vídeo-game na concentração. É mole? A alegação do treinador era de que os meninos exageravam na jogatina e passavam noites sem dormir. A novidade, porém, causou revolta e houve até quem pedisse a cabeça do treinador-sargentão. Em campo, a Seleção não se achou e perdeu para Polônia e Estados Unidos, se classificando em terceiro, na bacia das almas. Na fase seguinte, nova derrota, para a Espanha, e eliminação nas oitavas-de-final. A ira da boleirada pelo veto ao vídeo-game foi tal que Alexandre Pato, do Inter, chegou a comemorar um gol sentando-se no campo e simulando que estava com um controle em mãos. E agora, Nelson Rodrigues?
Chorão também joga bola

Ilustração: Raquel NicolauEngana-se quem pensa que o futebol ainda é só para machões. Além do gradativo aumento da participação feminina no mundo da bola, os homens também costumam chorar por causa do esporte bretão. A última enchente de lágrimas se deu em Madri, por conta da despedida do atacante Fernando Torres do Atlético de Madrid. Depois de dez anos vestindo a camisa azul, vermelha e branca, o artilheiro se transferiu para o Liverpool, da Inglaterra. E em sua entrevista de despedida, foi uma comoção geral. O primeiro a se encharcar de lágrimas foi o próprio Fernando Torres. “Sempre tive o Atlético como minha casa e tomar a decisão de partir está sendo muito difícil”, garantiu. Os jornalistas presentes acabaram não agüentando a emoção e também choraram. A reação em cadeia continuou quando os torcedores ouviram o depoimento pela TV e pelo rádio. Apesar de tanta tristeza, a conta bancária de El Nino, como é chamado o craque, não anda nada insatisfeita. Afinal, no Liverpool ele receberá salário de R$ 29 milhões por ano.

Craque com o DNA da guerra
Ilustração: George GargiuloUm dos melhores atacantes do mundo, o sueco Zlatan Ibrahimovic já se acostumou com o fato de viver em meio a guerras. O camisa 8 da Inter de Milão, inclusive, nasceu em decorrência de uma explosiva batalha. Seus pais só se conheceram porque fugiram de seus países durante um grande conflito, no final da década de 70. O pai de Ibrahimovic é bósnio, enquanto a mãe é croata. O craque também cresceu em meio ao clima hostil, mas o grande responsável era ele mesmo. Em razão de sua paixão pelo futebol, não se separava da bola. E de tanto chutá-la, muitas vezes quebrava vidraças, portões e cercas da vizinhança. Sobrava sempre para sua mãe, que tinha de ouvir as reclamações e bater boca. Assim que assinou com o Malmö, um dos maiores clubes da Suécia, Ibrahimovic correu para tirar sua família do bairro, tamanho era o ódio de todos com aquele garoto em formato de capetinha.
O verdadeiro rival de Beckham

Ilustração: George GargiuloSó há nos Estados Unidos um jogador tão famoso no futebol quanto David Beckham. Trata-se do atacante Freddy Adu, considerado por muitos como o maior candidato a número 1 do planeta bola num futuro próximo. O garoto de apenas 17 anos ainda se assusta com tamanha expectativa e reconhece que às vezes preferia não ser tão conhecido. “Todos os meus amigos conseguem sair, fazer bagunça, freqüentar festas... Eu não posso fazer nada disso, porque onde quer que eu vá me reconhecem e começam a fazer fotos”, admite o menino, que nasceu em Gana mas foi naturalizado norte-americano no início da década. Adu é realmente um precoce por natureza. Ele fez sua estréia na Major League Soccer (campeonato da primeira divisão dos EUA) com 14 anos e aos 16 já estreava com a camisa da seleção americana. Apesar de desbancar Beckham na popularidade para muitos torcedores na terra do Tio Sam, Adu ainda se considera um iniciante no futebol. Tanto é que ouviu atentamente os conselhos que recebeu de Paul Scholes e Saha numa visita que fez ao Manchester United, tempos atrás. “Eles me deram dicas e vou procurar segui-las para ser um jogador de sucesso no mundo todo.”

Pepe vale mais do que Robinho?
Ilustração: Raquel NicolauQuem já ouviu falar do brasileiro Pepe que levante a mão. Calma, não nos referimos a aquele ponta-esquerda que fez época no Santos de Pelé. Trata-se de um zagueiro brasileiro de 24 anos, que começou sua carreira no Corinthians de Alagoas e disputou as duas últimas temporadas no Porto, de Portugal. Pois saiba que esse desconhecido foi comprado pelo Real Madrid por um valor bem superior ao gasto pelo clube espanhol com Robinho, em 2004. Para tirar o atacante da Vila Belmiro, o Real desembolsou cerca de R$ 40 milhões. Agora, para adquirir o futebol de um defensor, os galácticos gastaram aproximadamente R$ 90 milhões. E olha que Pepe passou a valer toda essa bolada depois de disputar apenas 64 partidas pelo Porto, com míseros seis gols. Nem o atacante francês Henry, um dos melhores do mundo, custou tanto – ele acaba de ser contratado pelo Barcelona por R$ 72 milhões.