
Um dia será descoberto
no nosso querido Brasil, inexplicavelmente, que
Dunga é exatamente o que ele veste. Qualquer
estilista das palavras, como eu, sabe que as suas
roupas extravagantes são reflexos das balas
jujuba ingeridas na época em que ainda
engatinhava. Jogava bola de 'Kichute' e acho que
usava tamancos na época dos hippies. Outro
bastidor bizarro: o técnico da seleção
chorou no último capítulo da novela
mexicana Chispita. Putzgrila, arrisco-me a dizer
que os filmes prediletos do figurão são
Karate Kid e Flashdance. E quando o assunto é
música, Dunga deve curtir Lionel Richie,
Rádio Táxi e Trio Los Angeles. Para
traçarmos o seu perfil, é importante
lembrar que sua revista predileta foi a Playboy
da Hortência - arghhhhh. E até aposto
que seu primeiro carro foi um Fuscão Preto.
Querem mais? Então, peguem a senha no balcão.
Diante
da gravidade dos fatos, sou obrigado a concluir:
treinador brega, referências ultrapassadas,
tendências cafonas, boleiros fora de moda
e um futebolzinho extra, extra small. Rio, mas
é de chorar.
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