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Ninguém pode negar: a Dona Breja é
a grande vedete da história do futebol.
Merecida nas vitórias e necessária
nas derrotas, a loira gelada está cada
dia mais envolvida no dia-a-dia do esporte bretão.
Só para você ter idéia, a
Ambev investe cerca de R$ 10 milhões por
ano na Seleção Brasileira. Quer
mais? Então saiba que 20 das 32 seleções
que disputaram a última Copa do Mundo tinham
o respaldo financeiro de cervejarias internacionais.
  
Com
o passar dos anos, a bebida mais apreciada por
boleiros, torcedores e afins invadiu os gramados.
E não só para curar a ressaca dos
jogadores, mas principalmente para injetar dinheiro
e tornar-se ainda mais popular pelo mundo afora.
Para entender esse gigantesco porre na comunicação
global e fazer você virar um especialista
no assunto, o Fatto Olé
pôs suas barbas de molho e entrevistou um
expert no assunto. Falamos de Xavier Depuydt,
cervejólogo belga radicado no Brasil desde
1996.
Um dos caras mais sortudos do planeta, Xavier
vive de experimentar cervejas. E garante que a
seleção número 1 no Mundial
das brejas é a belga. “Lá
existem as únicas seis ordens dos monges
trapistas, que fazem as melhores cervejas da história”,
justifica. O campeonato para o cervejeiro profissional
seria bastante inchado, com bem mais do que as
32 seleções habituais, classificadas
pela Fifa. “Temos pelo menos 115 cervejas
de altíssima qualidade.”
A palavra de Xavier merece respeito, afinal, que
outra pessoa sai de casa com missão tão
gloriosa? “Todos os dias eu tomo banho,
passo um perfuminho e minha mulher pergunta: aonde
vai? Eu respondo: trabalhar!” De bate-pronto,
como um atacante oportunista, ele assegura que
a loira mais gostosa do mundo é a ‘Deus’.
“Essa cerveja é produzida com os
mesmos processos de uma champanhe. Ela começa
a ser fabricada na Bélgica, e termina em
Champagne, na França, com o preço
médio de R$ 200”, explica o entendido,
referindo-se a uma garrafa de 750ml.
É bom que os fabricantes da ‘Deus’
reforcem o quadro de funcionários e aumentem
a produção, porque quando os boleiros
lerem a matéria e descobrirem essa opção,
vão chover pedidos. Vale lembrar que 90%
dos jogadores são viciados numa gelada.
Alguns têm verdadeira adoração,
como o corintiano Vampeta, o palmeirense Marcos,
o flamenguista Obina e o cruzeirense Araújo.
Na casa deles, a geladeira está infestada
de latinhas. Garrafas de água são
itens em extinção. Pelo título
da Copa Uefa, os brasileiros Luís Fabiano,
Renato, Daniel Alves e Adriano dividiram com os
companheiros de Sevilla 7.200 garrafas de cerveja,
dadas de presente por um fábrica espanhola.
Efeito do álcool –
É curioso observar que, apesar da relação
íntima entre futebol e cerveja, os bons
resultados em campo são estreitamente inversos
ao consumo. Não entendeu? Então
explicamos. Vice-líder do ranking da Fifa
e cinco vezes campeão mundial, o Brasil
aparece apenas na 33ª colocação
entre os países que mais consomem cerveja,
com uma média pessoal de 108 litros por
ano.
Com essa posição, o Brasil sequer
teria a chance de disputar o próximo Mundial,
se o critério passasse a ser a breja. E
entre os cinco primeiros colocados na hora de
tomar a loira gelada, quatro são bem fraquinhos
com a bola nos pés. A República
Checa é líder com 156 litros por
ano, seguida por Irlanda, Austrália e Áustria.
Eterna rival do Brasil dentro das quatro linhas,
a Alemanha é a exceção no
ranking de consumo, ao aparecer no terceiro lugar.
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