2007 - EDIÇÃO 85

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Ilustração: Renato Prado Enquanto todo mundo continua só olhando a bola, tenho a satisfação de comunicar que foi quebrado o recorde mundial de cuspe à distância, após 20 anos. A antiga marca de 7,20 m, expelida pela boca suja de Maradona, foi prolongada para 9,80 m. O autor desta nojeira extraordinária é o bom moço Kaká, camisa 10 da nossa Seleção. Foram testemunhas Robinho, Vagner Love e Juan. O craque do Milan, versão futebolística da Sandy, não fala palavrão, diz ter casado virgem e pede perdão a Deus após se entregar aos prazeres da carne. Arruma as cuecas por ordem de cor e as roupas por ordem de marca. Ah, também coloca as notas em ordem de valor na carteira. É um boleiro tão perfeitinho que acaba enchendo o saco. Porém, além de liderar a disputa anual da Fifa ao prêmio de melhor do mundo, escarra uma barbaridade. Desculpe o auê, mas é preciso reconhecer que o cuspe é um ato ecologicamente correto. Bem, esse tema é para uma outra crônica que jamais escreverei...
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Ilustração: Renato Prado  
O futebol é mais do que um jogo.
Agora, é livro de arte!