| Vocês
já sabem que o Fatto Olé
é puro êxtase. Porém, a grande transa
da semana é que a nossa equipe rasgou a fantasia
e invadiu o ‘Ponto P’ de Penélope
Nova, a VJ que se transformou em referência de
comportamento sexual. Foi um prazer incomensurável,
é claro! O barato é que muito tem sido
feito e dito, embaixo, sobre e dentro da cama, mas pouca
gente conhece essa mulher, de 33 anos e 23 tatuagens,
que revolucionou o conceito de baiana arretada. Estamos
na sala da casa da Pê, no Sumaré, em São
Paulo, rodeados por suas grandes paixões: as
cadelas Olga, Úrsula, Gisele e Consuelo. Bom,
a nossa missão é quebrar alguns tabus
– se é que eles ainda existem. Sexo, drogas,
rock’n’roll e muito futebol. Divirta-se
com a gente!
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Podem
apostar: Penélope é caseira e romântica
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Pê, ainda existe alguma pergunta sem resposta
na sua enciclopédia sexual?
Ahhhh, muitas! Sou uma pessoa bem mais careta do que
parece. Quando o assunto é sexo, tem muita coisa
difícil de entender e de engolir, como, por exemplo,
o papo da traição.
Qual a experiência mais bizarra da sua
vida?
Olha, definitivamente o bizarro não me atrai
na questão sexual. Mas ter deixado a Consuelo
me lamber 450 vezes seguidas sem parar foi uma situação
que as pessoas consideram muito bizarra.
Você é muito assediada?
Assédio direto não, é raro. Sou
bastante paquerada, mas o pessoal não chega.
Acontece que eu sou muito caseira e casada. Isso dificulta
o acesso.
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Especialista
em carinhos e lambidas
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Mais por homens ou por mulheres?
As mulheres são bem mais ousadas nesse quesito.
A verdade é a seguinte: como eu dou muito esporro
nos homens, eles têm medo de mim. Sabe aquela
coisa de “fala o que quer, ouve o que não
quer?” Então, comigo é assim!
Olha só, o Quentin Tarantino ganharia
um Oscar caso vocês se conhecessem...
(Risos) Puxa! Seria ótimo fazer um filme com
o Tarantino. Um sonho, imagine... Seria um VMA, a melhor
cena de luta, com muito sangue, já que falamos
do mestre da violência.
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Uma
casa aconchegante e delicada
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Falando em cinema, qual a imagem de um filme
que vem a sua mente agora?
Gosto muito de Woody Allen, e o “Match Point”
é o melhor filme dos últimos dez anos,
com certeza. Eu acho fantástica a cena em que
a aliança do Chris (Jonathan Rhys Meyers) não
cai no rio porque bate na grade e volta. Esse lance
do acaso, a falta de controle sobre a vida, do desejo
e da degeneração da moral são assuntos
que eu amo.
O que significa a palavra tabu no seu dicionário?
O tabu, para mim, vem do medo. É uma repressão
que inibe seu interesse, sem te dar a chance de questionar.
Acho importantíssimo o contato direto ou mesmo
indireto (na forma de reflexão) sobre qualquer
assunto, inclusive sobre sexo.
E onde entra a felicidade?
A felicidade tem sinônimo: estar plena de saúde,
amor e ter grana suficiente para pagar minhas contas
é ser feliz. Aliás, é como me sinto
hoje. Tenho o Marcelo (marido), trabalho com o que eu
gosto e ganho o suficiente para viver legal. Eu até
precisaria me preocupar mais, querer mais... Essa casa,
por exemplo, é alugada. Acontece que eu sou muito
desligada quando o assunto é grana e como já
fui católica, acredito naquela coisa de recompensa,
sabe?
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Ela
fala de política a futebol com naturalidade
e descontração
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Se você fosse passar um ano isolada em
uma ilha e pudesse levar um livro, um filme, um CD e
uma pessoa, quais seriam?
Nossa, ficar isolada em uma ilha é cruel! A pessoa
seria o Marcelo, sem dúvida. Um CD que eu adoro
é o The Twilight Singer, do Greg Dulli
(ex-vocalista da banda Afghan Whigs). O filme e o livro
são mais complicados... mas vou escolher pelo
lado sentimental. O Pássaro Azul é
um clássico infantil, que assisto até
hoje, e O Perfume (romance de Patrick Sünskind)
é um livro bacana primeiro porque eu “piro”
em cheiro e segundo porque marcou minha vinda da Bahia
pra São Paulo.
Já usou tarja preta?
Ahhh não! Drogas só com função
recreativa, né?
E para quem você prescreveria?
Não desejo isso para ninguém, de verdade!
Mas, como percebi o viés sarcástico da
pergunta, receito para o pessoal da redação
que mandou essa perguntinha cruel. (Risos) Pronto!
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Frente
e verso. Para a nação corintiana
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Se alguém lhe desse uma bela grana para
tocar um trabalho sem censura, o que faria?
Provavelmente nada do que vocês imaginam... Talvez
uma assistência sobre sexo, para as pessoas marginalizadas.
Um projeto de grandes proporções, com
direito ao “apoio da Petrobrás” e
tudo! Porque assim como a saúde e a educação,
o sexo também é uma necessidade. O problema
é que, para conseguir isso, precisaria lidar
com muita gente babaca, que eu não faço
a menor questão de agradar. Tenho medo de jogar
pérolas aos porcos.
Você sabe que os leitores do Fatto Olé
também querem saber de futebol, né?
Olha, sou corintiana com direito à camiseta com
meu nome e tudo. Faço parte do melhor tipo de
corintiana, aquela ex-pó-de-arroz. Graças
a Deus, fui salva de torcer pelo São Paulo.
O que o futebol representa na sua vida?
Futebol é acima de tudo diversão. Adoro
assistir jogo em estádio. Minha sorte é
que eu moro perto do Pacaembu e, além de ser
o melhor estádio do País, também
é do Corinthians, por apropriação,
óbvio! Porque desde que o futebol virou congresso
e política, eu me afastei um pouco e passei a
encarar como um evento.
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O
Fatto Olé colocou Penélope no divã
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Qual foi a maior bola no ângulo da sua
carreira?
Acredito que é conseguir dormir todos os dias
com a consciência tranqüila. Essa é
minha única preocupação. Fora isso,
o acaso é quem manda na minha vida. Todos os
outros gols aconteceram enquanto eu amarrava o cadarço
da chuteira e a bola batia sem querer no meu calcanhar
(risos).
E gol contra?
Olha, já errei muito. Mas nada importante a ponto
de me vir na cabeça agora.
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Inquieta,
Pê fala, senta, levanta e mexe nos enfeites
ao mesmo tempo
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Pô, o Romário fica se vangloriando
pelos mil gols, mas a Bruna Surfistinha disse para nossa
equipe que já fez mais de três mil, se
é que você me entende... E você,
também é goleadora?
Puxa! Graças a Deus, não! Não poderia
nem tentar entrar para os juniores do time da Bruna
Surfistinha. O pior é que ouvir isso da Bruna
faz toda a diferença, porque ela se tornou uma
figura representativa. Eu perco a compostura diante
dessa glamorização do sexo, dessa história
de que é bacana e fácil ganhar dinheiro
assim. Mas essa é só a minha visão.
Para encerrar, faça um pedido ao gênio
da lâmpada mágica!
Ai meu Deus, por que é assim? Isso é muito
difícil. Agora, eu realmente quero comprar a
minha casa. Eu preciso de mais espaço verde,
sem exageros, claro. Além do que, estamos falando
de gênio!
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