
O e-mail chega de Portugal, assinado por Eduardo
Calixto, abrindo-me os olhos sobre a excelência
de Cristiano Ronaldo. É bom? É.
Um jogador moderno, rápido, versátil
e que até merece alguns louros. Mas chega
desse papo de Cristianoronaldomania, né
não? O internauta, porém, continua
seu manifesto, alegando que eu esculhambo demais
o craque português, sempre com brincadeirinhas
de mau gosto. Explico-me: todo mundo sabe que
os sujeitos mais comuns nas piadas contadas
pelo Brasil afora são os estereotipados
patrícios. A culpa não é
minha; é da história universal.
Os caras chegaram ao nosso Paraíso, ficaram
aqui por mais de 300 anos, levaram todas as
nossas riquezas, ignoraram nossos interesses
e, ainda por cima, traçaram as nossas
índias nativas. O que poderíamos
falar deles hoje? Oh, são nossos heróis!
Claro que não! Depois de tudo que fizeram,
só podem ser 'heróis' de nossas
piadas. E, agora, todo esse blá-blá-blá
de que o Ronaldo deles é melhor que os
nossos. Haja senso de humor. Comparar o portuga
aos brasileiros dentuços é uma
das maiores anedotas do século 21.