2007 - EDIÇÃO 80

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Ilustração: Renato Prado O e-mail chega de Portugal, assinado por Eduardo Calixto, abrindo-me os olhos sobre a excelência de Cristiano Ronaldo. É bom? É. Um jogador moderno, rápido, versátil e que até merece alguns louros. Mas chega desse papo de Cristianoronaldomania, né não? O internauta, porém, continua seu manifesto, alegando que eu esculhambo demais o craque português, sempre com brincadeirinhas de mau gosto. Explico-me: todo mundo sabe que os sujeitos mais comuns nas piadas contadas pelo Brasil afora são os estereotipados patrícios. A culpa não é minha; é da história universal. Os caras chegaram ao nosso Paraíso, ficaram aqui por mais de 300 anos, levaram todas as nossas riquezas, ignoraram nossos interesses e, ainda por cima, traçaram as nossas índias nativas. O que poderíamos falar deles hoje? Oh, são nossos heróis! Claro que não! Depois de tudo que fizeram, só podem ser 'heróis' de nossas piadas. E, agora, todo esse blá-blá-blá de que o Ronaldo deles é melhor que os nossos. Haja senso de humor. Comparar o portuga aos brasileiros dentuços é uma das maiores anedotas do século 21.

Eis a fera que desbancou o Fenômeno O ladrão mais tosco do futebol
Justo no dia que o goleiro detona... Roma tatuada no coração
Big Brother Boleiro agita Cruzeiro 'Cabeção' é recordista por acaso
Ilustração: Renato Prado   Ilustração: Renato Prado