
‘Apocalipto’: manjo. ‘300’:
manjo. ‘Hannibal’ (A Origem do Mal):
manjo, fiquei até com medo do mundo.
Nesses últimos dias vi vários
filmes. E não gostei dos shows de sangue
gratuito. Queira ou não, o cinema está
se transformando numa máquina mortífera,
que só nos faz acostumar com a violência
e os assassinatos reais. Membros voando, churrasquinhos
de gente, cabeças decapitadas e corpos
esquartejados. A arte imita a vida, mas a vida
também imita a arte. Escrevo, sem medo
de errar, que o maluco sul-coreano do massacre
na Virgínia se inspirou no cult oriental
‘Old Boy’. Falar o quê? Só
nos resta dizer um gigantesco palavrão,
tão vital que é o único
substantivo que já vem com ponto de exclamação!
E se a sétima arte virou um espetáculo
que faz mal, o esporte bretão merece
o Oscar. Culturalmente, prefiro assistir à
improvisação de Messi, à
simulação de Rooney ou ao efeito
especial de Robinho. Não se surpreenda
se Beckham for o próximo galã
de Hollywood, pois todo boleiro que se preze
é também um baita ator.