2007 - EDIÇÃO 79

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Ilustração: Renato Prado ‘Apocalipto’: manjo. ‘300’: manjo. ‘Hannibal’ (A Origem do Mal): manjo, fiquei até com medo do mundo. Nesses últimos dias vi vários filmes. E não gostei dos shows de sangue gratuito. Queira ou não, o cinema está se transformando numa máquina mortífera, que só nos faz acostumar com a violência e os assassinatos reais. Membros voando, churrasquinhos de gente, cabeças decapitadas e corpos esquartejados. A arte imita a vida, mas a vida também imita a arte. Escrevo, sem medo de errar, que o maluco sul-coreano do massacre na Virgínia se inspirou no cult oriental ‘Old Boy’. Falar o quê? Só nos resta dizer um gigantesco palavrão, tão vital que é o único substantivo que já vem com ponto de exclamação! E se a sétima arte virou um espetáculo que faz mal, o esporte bretão merece o Oscar. Culturalmente, prefiro assistir à improvisação de Messi, à simulação de Rooney ou ao efeito especial de Robinho. Não se surpreenda se Beckham for o próximo galã de Hollywood, pois todo boleiro que se preze é também um baita ator.

Ilustração: Renato Prado
Messi vai entrar no ritmo do axé Elton John tira o time de campo
As últimas de Ronnie, Zizou e Beck´s Um recorde brasileiro na Espanha
Wow, artistas correm atrás da bola Família de boleiro vira empresa