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| Kaká
em ação contra Portugal: a primeira
derrota da Era Dunga. |
Ninguém
sabe se Dunga estará no comando da Seleção
Brasileira até a próxima Copa. Provavelmente
não. Mas o Fatto Olé descobriu
a grande missão do técnico-tampão
nos bastidores da CBF: transformar a concentração
do grupo verde-amarelo numa espécie de santuário.
É por isso que Kaká exerce uma forte liderança.
O jeito tranqüilo, o profissionalismo e, principalmente,
sua religiosidade são os pontos de força
do craque do Milan. Ronaldo, que - só para você
ter idéia - bebia vinho quase todas as noites
durante a Copa, não veste mais a camisa amarelinha.
O fim da Era dos Anjos Rebeldes está decretado!
A primeira providência de Dunga como treinador
foi dar a Kaká a camisa 10, até então
de Ronaldinho Gaúcho. Com o respaldo de Ricardo
Teixeira, o novo técnico também tirou
força daqueles que poderiam ofuscar o ex-são-paulino
no comando do grupo. O poder do ‘Bom Pastor’
aumenta a cada nova convocação.
A comissão técnica e os cartolas estimulam
Kaká a puxar as conversas nas preleções,
nos vestiários e até na boca do túnel,
momentos antes dos jogos.
Segundo contam alguns atletas em off, o líder
do time admite entre os boleiros que casou virgem, que
não freqüenta baladas e que vive exclusivamente
para levar alegria a seus pais e agora à mulher,
Caroline Celico. Kaká capitaneia há tempos
as rodas de reza entre os evangélicos convocados:
o zagueiro Lúcio, os volantes Edmílson,
Gilberto Silva e Mineiro, o lateral-esquerdo Gilberto,
entre vários outros. A única turbulência
na vida do ídolo milanista, que de acordo com
Romário é o melhor jogador do mundo na
atualidade, rola fora dos gramados.
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| Kaká
virou referência para os boleiros que buscam
espaço |
O
que tira o sono de Kaká é a polêmica
envolvendo os proprietários da Igreja Renascer
em Cristo. O craque da Seleção foge das
entrevistas em razão das prisões do apóstolo
Estevam e da bispa Sônia, em Miami – a dupla
tentava entrar nos Estados Unidos com mais de R$ 100
mil não declarados. A dupla, que havia realizado
até o casamento do ‘Bom Pastor’,
é de total confiança do boleiro-galã.
Companheiros de Kaká garantem que ele dá,
todo mês, um décimo do que recebe à
igreja. Algo em torno de R$ 90 mil.
BAIXO ASTRAL – Enquanto tenta
apagar o escândalo de Estevam e Sônia, Kaká
acompanha de perto a fritura dos atletas que não
têm o perfil de santinhos. Ronaldo recebeu o recado
de que está descartado para sempre por causa
de seu comportamento na Copa do Mundo da Alemanha, em
2006. Depois de chegar 18 quilos acima do peso, ele
deu mau exemplo aos demais ao exagerar nas doses de
vinho, nas noites seguintes aos jogos do Brasil. “Como
o grupo era proibido de sair da concentração,
tinha de ficar no hotel. E o Ronaldo pedia um vinho
atrás do outro. Bebia sem parar, apesar dos pedidos
da comissão técnica para que ele parasse”,
revela um dos braços direitos de Carlos Alberto
Parreira, na época.
Por mais que arrebente no Milan, Ronaldo não
terá mais vez na CBF. Seu ex-companheiro de Real
Madrid, Roberto Carlos, é outro com o filme queimadíssimo.
Ainda que tivesse idade para disputar a próxima
Copa, não faria parte da lista de qualquer que
fosse o treinador. O atacante Adriano, mais novo integrante
do time dos rebeldes, recebeu três puxões
de orelha de Dunga somente neste ano. Em vão.
Segue aprontando durante as noitadas na Itália.
Um
dos poucos remanescentes da panela mais ousada, Robinho
está isolado no santuário tupiniquim.
“É incrível como ele está
tendo que mudar seu comportamento. Por não ter
mais os amigos de bagunça por perto, atualmente
é menos brincalhão e mais concentrado”,
analisa um jornalista altamente influente nos corredores
da CBF. O ex-atacante do Santos sabe que, ou se enquadra,
ou perde o lugar também. Ronaldinho, que esquentou
a reserva, também é um peixe fora d’água.
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| A
fé é marca registrada da nova Seleção
Brasileira |
Sem
a corja dos lobos para incomodar, Dunga já garantiu
a presença de quase todas suas estrelas na Copa
América. E o torneio, que acontece em junho e
julho, na Venezuela, nunca caiu no gosto dos brasileiros
que atuam na Europa – afinal, faz com que eles
tenham de trocar suas férias por mais futebol.
Só Ronaldinho Gaúcho não deu certeza
do ar de sua graça na competição.
E a decisão do astro do Barça é
explicável. Relegado ao segundo plano, ele sabe
o quanto Dunga depende de um bom resultado na Venezuela
para fugir das sombras de Luiz Felipe Scolari e Wanderley
Luxemburgo. Ou seja, se não estiver na Seleção,
as chances de título diminuem e o emprego do
treinador fica ainda mais a perigo.
Não se esqueçam que Felipão recebeu
inúmeros convites para voltar, desde o fim da
Copa passada. Na última semana, o homem dos longos
bigodes admitiu publicamente que agora considera possível
treinar o Brasil mesmo morando na Europa, conforme querem
seus familiares. Correndo por fora está Luxemburgo,
que sonha em desfazer a má imagem deixada enquanto
esteve no comando dos principais craques do País.
Definitivamente Dunga fica, no máximo, até
2008.
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