2007 - EDIÇÃO 76

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O JOGO DO AEROPORTO
Não posso dizer que todo boleiro tem medo de avião, mas garanto que todos entram em pânico quando o papo é o apagão aéreo. Os caras passam mais tempo entre escalas e conexões do que com a bola nos pés. Surreal. Pois é, bolei um pequeno manual de sobrevivência nos aeroportos, que virou um serviço de utilidade futebolística. E vários craques estão pedindo para eu publicar o singelo guia outra vez. São 10 dicas espertas...
Trocar o cadarço da bendita chuteira a cada 15 minutos.
Folhear todas as revistas na livraria e não comprar nenhuma.
Ilustração: Renato Prado
Contar o número de pessoas vestindo camisa azul no 2º andar.

Caminhar devagar, assobiando e cantando a música tema da novela, fingindo estar totalmente zen.

Ir até o banheiro, olhar-se no espelho e repetir três vezes em voz alta: ‘patético, patético, patético’.
Entrar numa loja e perguntar o preço do kit de bolas de sinuca.
Voltar à livraria, folhear mais revistas (novamente) e não comprar nenhuma.
Tentar decorar os números dos vôos com destino a Palmas e Boa Vista.
Contar até 500 e olhar no relógio se já se passaram 10 minutos.
Refazer tudo isso mais 150 vezes.
Ronaldinho? Kaká? Os dois em um! Feira de artesanato salva Parreira
Jornalista doma a fera Edmundo Grana na mão de Vamp é vendaval
Uma concentração biruta na Europa Opa, quem mora lá na vila?
Ilustração: Renato Prado
 
O futebol é mais do que um jogo. Agora, é livro de arte!