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ESQUEMA DA SACANAGEM |
O ponto G da questão é
que concentração não ganha
jogo porra nenhuma. Posso escrever, sem terror
de errar, que dos US$ 265 milhões que
a indústria pornográfica fatura
por dia, muita grana sai do bolso dos boleiros.
A sacanagem realmente come solta no futebol,
não adianta discutir, rola uma baita
gandaia nos bastidores que antecedem uma partida.
Pular o muro e fugir dos cartolas é do
tempo em que Timothy Leary ainda era careta
e Jesse Valadão, virgem. Serviço
de Maria-chuteira delivery também não
é mais novidade no dinâmico mundo
da bola. Agora, o rala-e-rola é virtual:
basta laptop, webcam e uma lista de endereços
eletrônicos picantes. Sem sair do quarto,
o atleta-malandro troca mensagens com fãs
e prostitutas, via messenger, até convencê-las
a praticar strip-tease em tempo real. Cá
pra nós, num País em que uma sexóloga
assumiu o Ministério do Turismo, as concentrações
itinerantes se transformaram em exemplos reais
da excelência brasileira no turismo sexual.
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