2006 - EDIÇÃO 71

UM É POUCO, DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS...
Texto e fotos: Nathalia Pazini, especial para o Fatto Olé
Foi comprovado:a taça do mundo é deles

Passe a bola, respire fundo e divirta-se de montão. O cenário é o Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil-sil-sil. Manhã belíssima, ensolarada, céu azulão. Os personagens são três comediantes ainda pouco conhecidos, mas extremamente talentosos: Daniel Nascimento (Dandan), Anderson Bizzochi (And) e Elidio Sanna (Lili), a seleção da companhia ‘Os Barbixas’. O tema? Ah, aqui o papo é o bom e velho futebol, é claro.

Bom, depois do tédio de um minuto de silêncio, o humor definitivamente entra em campo. Ufa. Romário, na visão dos caras, é o melhor boleiro de todos os tempos. “Opa, o Baixinho só perde para Bruna Surfistinha, que marcou mais de 3 mil ‘gols’ e soube pendurar as chuteiras na hora certa, está inteirassa”, opina Lili, um corintiano roxo. Sua afirmação causa um baita frisson, mas a unida galera grita em alto e bom som: “Ão-ão-ão, a Surfistinha é Seleção”. And também mostra habilidade e diz que nunca viu um jogador que pensa tão rápido quanto o camisa 11 do Vasco. "Ele tem muita categoria."

Ronaldo também não escapou da marcação acirrada dos Barbixas. Para eles, o dentuço-carequinha já desistiu do esporte bretão há tempos e, agora, só pensa na mulherada. “Ó, eu acho que o Bolão (Ronaldo) está certo, já ganhou muita grana e não precisa mais trabalhar”, afirma Lili. And, demonstrando entrosamento, completa de bate-pronto: “Esse negócio de ficar correndo atrás da bola com mais 21 caras é o fator limitante, pois quando um jogador todo suado faz um gol e vem abraçar o Ronaldo, ele não gosta, ué”. Bem pensado.

Até a bola do Fatto Olé ganhou uma barbixa do trio

Os humoristas, que estão em cartaz durante todos os sábados do mês de março no Teatro Folha, em São Paulo, acreditam que o esporte bretão tem tudo a ver com a arte da interpretação. “O jogador tem que atuar muito: leva um tapa no ombro e bota a mão na cara pra fingir”, compara Dandan. O ex-goleiro Ronaldo, segundo Os Barbixas, foi um dos maiores atores do futebol brasileiro. “Dava cambalhotas e piruetas para agarrar qualquer bolinha. Inclusive revelou seu lado artístico quando largou o futebol e resolveu ser músico, aí ele provou que era ruim em tudo”, detona Daniel.

Quem também levou uma sonora vaia da turma foi o narrador mais bem pago do Brasil. “O Galvão Bueno é o pior locutor que existe no planeta e o Casagrande, uma zica enorme. Diz que é corintiano, mas tenho certeza de que é palmeirense”, aposta Lili. Falar é fácil, né gente? Desafiado pelo Fatto Olé para uma prática futebolística, o trio parada dura comprovou que é uma grande piada. Um mais perna-de-pau que o outro. São engraçados por natureza. E a bola, coitadinha, ficou completamente quadrada.

Veja um dos vídeos produzidos pelo trio e confira o que os caras são capazes de fazer