2006 - EDIÇÃO 69

PEDALA, SABRINA!
Entrevista: Nathalia Pazini - Fotos: Renato Prado - Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DepilK
Foto: Renato Prado/Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DEPIL-K
Ela se diverte com o livro do Fatto Olé 'Boas Notícias no País do Futebol'

Sabrina Sato é mais do que uma mulher esteticamente perfeita. Por trás da fachada de caipira, existe uma gostosona inteligente, com conteúdo, e que sabe exatamente onde quer chegar. Neste bate-papo intenso e exclusivo, a corintiana se despe do personagem que criou para si mesma. Solteiríssima, garante não ter medo de homem e revela a importância do sexo em sua vida. A pinta na testa? Ah, já virou marca registrada. Confira!

Você estudou jornalismo. Para começar, qual seria a primeira pergunta que faria para você mesma?
Eu sou muito desligada, muito distraída. Então, para não ficar perdida, a pergunta que costumo me fazer é sobre a finalidade das coisas. Para onde eu vou? O que eu quero?

Sua vida profissional sempre foi 100% atrelada ao seu corpo e à boa forma. O que acha que seria da Sabrina Sato não fosse este corpão?
Não acho que o meu corpo seja meu ponto mais forte, até porque existem milhares de mulheres gostosas. Antes de ser famosa, já fazia balé clássico e aulas de teatro, além de ter começado uma faculdade de jornalismo. Hoje eu provavelmente estaria dançando e teria me formado jornalista.

O papel que tem no Pânico já não é pouco para você hoje?
Não acho. Eu tenho que crescer muito ainda. Tenho que aprender bastante, tanto no meio profissional, quanto no pessoal. O Pânico não é pequeno para mim porque eu amo fazer o que faço. Ele é o resultado de um trabalho em conjunto, que não é só meu, nem só do Emílio, nem do Carioca...

Foto: Renato Prado/Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DEPIL-K Como é o processo criativo com a equipe do programa?
Ao mesmo tempo em que crio idéias para as minhas matérias, contribuo com as matérias de todo o pessoal. Fazemos reuniões de pauta na casa do Emílio, e elas costumam durar até altas horas... Na verdade, o programa é composto por uma molecada que trabalha e se diverte muito.

Por que você precisa dessa fachada de caipira, se é uma mulher superinteligente?
Nem tanto... (risos). Olha, eu sou muito ingênua em alguns aspectos ainda. Por isso a Sabrina do Pânico tem muito de mim. Costumo dizer que ela não é bem uma personagem, é uma persona que foi criada espontaneamente. No começo, quando eu não entendia uma piada com conotação sexual era porque eu não tinha malícia para sexo. Era virgem praticamente. As pessoas achavam isso engraçado. Percebi que deu certo e fiquei forçando esse lado da Sabrina, que é um estereótipo das minhas qualidades e defeitos, uma caricatura real.

Já que estamos nesse papo mais "interiorizado", pergunto: qual é a lembrança mais antiga que você tem da vida?
Eu sempre fui muito molecona, muito atrapalhada, mas ao mesmo tempo queria ser independente. Com dois anos de idade quis tomar banho sozinha. Me tranquei no banheiro e enchi a banheirinha de espuma, só que na hora de sair não conseguia destrancar a porta! Tiveram que chamar um bombeiro para me tirar pela janelinha do banheiro. Eu chorava muito.

Foto: Renato Prado/Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DEPIL-K Você tem projetos de fazer algo pela sociedade e pela cultura brasileira?
Enquanto eu estiver nessa correria do Pânico, não tem como pensar nisso. E nem tenho essa pretensão por enquanto. Tenho o sonho de mexer com crianças, introduzir a dança na educação e em projetos sociais. Mas tenho um monte de sonhos (risos): gostaria de fazer cinema, espetáculos...

O ego é um demônio, um verdadeiro cão. Como você faz para domá-lo?
O meu ego não aumentou muito, viu. Acho que todo mundo tem que ter a consciência do lugar de onde veio e de quem é. Além disso, não sou mais do que ninguém. Saí lá de Penápolis, interior de São Paulo, meus pais são psicólogos, então eu aprendi muito bem o que é ego. Ego-pai, ego-mãe (risos). É claro que tem gente que acaba se deslumbrando muito com a fama, só que mais cedo ou mais tarde ela vai acabar calçando as sandálias da humildade.

Qual foi a sua maior extravagância de consumo?
Eu não sou muito consumista. Sou daquelas que gasta, mas depois se arrepende. Por exemplo, comprei um relógio Santos Cartier e um mês depois fui assaltada. A melhor coisa é o desapego com as coisas materiais.

Você participou da cobertura da Copa. O que rolou na Alemanha que definitivamente prejudicou a nossa Seleção?
(Risos) Eu fui para lá, mas não fiz nada. Quanto à Seleção, acho que nenhum brasileiro estava preparado para perder, nem os jogadores. Quando o Cicinho foi lá na rádio, contou que quando ele jogava pelo São Paulo, treinava seis horas por dia. No Real Madrid, era só uma hora e meia. Ou seja, os jogadores brasileiros hoje em dia são treinados pelos europeus. É óbvio que o entrosamento de equipe fica prejudicado. Eu não entendo nada de futebol, mas acho que a concentração da Seleção tinha que ter começado antes.

Foto: Renato Prado/Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DEPIL-K Qual foi a maior loucura que fez pelo Timão?
Quando era pequena freqüentava estádios e até acendia vela para o Corinthians. Tinha uma camiseta do Tupãzinho, uma que ele usou num jogo, que estava toda suada. Agora, desfilar pela Gaviões no Carnaval 2007 também é uma prova de amor. Já é a terceira vez que desfilo pela escola e eu espero que ela suba para o grupo especial. Estou esperando uma benção do Padre Anchieta.

Aos olhos de boa parte dos boleiros, você é uma mulher esteticamente perfeita...
Uh! Tá bom. Eu não me acho esteticamente perfeita. E sabe que também não sou muito assediada pelos homens? Claro que têm vezes que escuto cantadas, mas é sempre de longe. Os caras me respeitam muito. E eu também sou muito tímida. Demoro muito para começar a namorar alguém. Tanto é que estou solteira há algum tempo (risos). Mesmo com jogador de futebol, que já tive bastante contato, nunca beijei nenhum.

Você já teve medo de homem?
Não. Tem muito homem ‘Robert’, que quer aparecer. Mas eu não me preocupo muito com o interesse dos caras. Sou muito tranqüila, saio com as minhas amigas que não são famosas, acabo conhecendo pessoas comuns, e procuro me envolver com essas pessoas.

Foto: Renato Prado/Cabelo e Maquiagem: Paulo Guerra DEPIL-K Essa pergunta é inevitável: qual a importância do sexo na sua vida?
Em um relacionamento o sexo é muito importante, mas acho que o amor e o companheirismo são o que prevalecem durante muitos anos. Quando eu ficar velhinha, não vai rolar mais atração sexual e o amor e o companheirismo é que resistirão.

Qual o jogador brasileiro que você acha mais bonito?
O Adriano é gostoso e o Kaká é bonito. Mas tem os gringos também: o Beckham e o Ljungberg, um sueco que fez a propaganda da Calvin Klein.

A pinta na testa virou marca registrada... Ela já é um símbolo como a careca do Ronaldo e os dentões do Ronaldinho?
Ela é marca registrada sim, até nas minhas bonecas os fabricantes colocam uma pintinha na testa. Já até pensei em tirá-la, mas não me incomoda tanto assim. Na verdade eu tenho medo de tirar e acabar a minha sorte, sabe? Ela é como se fosse um amuleto. Os meninos do Pânico ficam me zoando, dizendo que eu tenho um carrapato na testa, mas não ligo.