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Ela
se diverte com o livro do Fatto Olé
'Boas Notícias no País
do Futebol'
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Sabrina
Sato é mais do que uma mulher esteticamente perfeita.
Por trás da fachada de caipira, existe uma gostosona
inteligente, com conteúdo, e que sabe exatamente
onde quer chegar. Neste bate-papo intenso e exclusivo,
a corintiana se despe do personagem que criou para si
mesma. Solteiríssima, garante não ter
medo de homem e revela a importância do sexo em
sua vida. A pinta na testa? Ah, já virou marca
registrada. Confira!
Você estudou jornalismo. Para começar,
qual seria a primeira pergunta que faria para você
mesma?
Eu sou muito desligada, muito distraída. Então,
para não ficar perdida, a pergunta que costumo
me fazer é sobre a finalidade das coisas. Para
onde eu vou? O que eu quero?
Sua vida profissional sempre foi 100% atrelada ao seu
corpo e à boa forma. O que acha que seria da
Sabrina Sato não fosse este corpão?
Não acho que o meu corpo seja meu ponto mais
forte, até porque existem milhares de mulheres
gostosas. Antes de ser famosa, já fazia balé
clássico e aulas de teatro, além de ter
começado uma faculdade de jornalismo. Hoje eu
provavelmente estaria dançando e teria me formado
jornalista.
O papel que tem no Pânico já não
é pouco para você hoje?
Não acho. Eu tenho que crescer muito ainda. Tenho
que aprender bastante, tanto no meio profissional, quanto
no pessoal. O Pânico não é pequeno
para mim porque eu amo fazer o que faço. Ele
é o resultado de um trabalho em conjunto, que
não é só meu, nem só do Emílio, nem do Carioca...

Como é o processo criativo com a equipe do programa?
Ao mesmo tempo em que crio idéias para as minhas
matérias, contribuo com as matérias de
todo o pessoal. Fazemos reuniões de pauta na
casa do Emílio, e elas costumam durar até
altas horas... Na verdade, o programa é composto
por uma molecada que trabalha e se diverte muito.
Por que você precisa dessa fachada de caipira,
se é uma mulher superinteligente?
Nem tanto... (risos). Olha, eu sou muito ingênua
em alguns aspectos ainda. Por isso a Sabrina do Pânico
tem muito de mim. Costumo dizer que ela não é
bem uma personagem, é uma persona que foi criada
espontaneamente. No começo, quando eu não
entendia uma piada com conotação sexual
era porque eu não tinha malícia para sexo.
Era virgem praticamente. As pessoas achavam isso engraçado.
Percebi que deu certo e fiquei forçando esse
lado da Sabrina, que é um estereótipo
das minhas qualidades e defeitos, uma caricatura real.
Já que estamos nesse papo mais "interiorizado",
pergunto: qual é a lembrança mais antiga
que você tem da vida?
Eu sempre fui muito molecona, muito atrapalhada, mas
ao mesmo tempo queria ser independente. Com dois anos
de idade quis tomar banho sozinha. Me tranquei no banheiro
e enchi a banheirinha de espuma, só que na hora
de sair não conseguia destrancar a porta! Tiveram
que chamar um bombeiro para me tirar pela janelinha
do banheiro. Eu chorava muito.

Você tem projetos de fazer algo pela sociedade
e pela cultura brasileira?
Enquanto eu estiver nessa correria do Pânico,
não tem como pensar nisso. E nem tenho essa pretensão
por enquanto. Tenho o sonho de mexer com crianças,
introduzir a dança na educação
e em projetos sociais. Mas tenho um monte de sonhos
(risos): gostaria de fazer cinema, espetáculos...
O ego é um demônio, um verdadeiro cão.
Como você faz para domá-lo?
O meu ego não aumentou muito, viu. Acho que todo
mundo tem que ter a consciência do lugar de onde
veio e de quem é. Além disso, não
sou mais do que ninguém. Saí lá
de Penápolis, interior de São Paulo, meus
pais são psicólogos, então eu aprendi
muito bem o que é ego. Ego-pai, ego-mãe
(risos). É claro que tem gente que acaba se deslumbrando
muito com a fama, só que mais cedo ou mais tarde
ela vai acabar calçando as sandálias da
humildade.
Qual foi a sua maior extravagância de consumo?
Eu não sou muito consumista. Sou daquelas que
gasta, mas depois se arrepende. Por exemplo, comprei
um relógio Santos Cartier e um mês depois
fui assaltada. A melhor coisa é o desapego com
as coisas materiais.
Você participou da cobertura da Copa. O que rolou
na Alemanha que definitivamente prejudicou a nossa Seleção?
(Risos) Eu fui para lá, mas não fiz nada.
Quanto à Seleção, acho que nenhum
brasileiro estava preparado para perder, nem os jogadores.
Quando o Cicinho foi lá na rádio, contou
que quando ele jogava pelo São Paulo, treinava
seis horas por dia. No Real Madrid, era só uma
hora e meia. Ou seja, os jogadores brasileiros hoje
em dia são treinados pelos europeus. É
óbvio que o entrosamento de equipe fica prejudicado.
Eu não entendo nada de futebol, mas acho que
a concentração da Seleção
tinha que ter começado antes.

Qual foi a maior loucura que fez pelo Timão?
Quando era pequena freqüentava estádios
e até acendia vela para o Corinthians. Tinha
uma camiseta do Tupãzinho, uma que ele usou num
jogo, que estava toda suada. Agora, desfilar pela Gaviões
no Carnaval 2007 também é uma prova de
amor. Já é a terceira vez que desfilo
pela escola e eu espero que ela suba para o grupo especial.
Estou esperando uma benção do Padre Anchieta.
Aos olhos de boa parte dos boleiros, você é
uma mulher esteticamente perfeita...
Uh! Tá bom. Eu não me acho esteticamente
perfeita. E sabe que também não sou muito
assediada pelos homens? Claro que têm vezes que
escuto cantadas, mas é sempre de longe. Os caras
me respeitam muito. E eu também sou muito tímida.
Demoro muito para começar a namorar alguém.
Tanto é que estou solteira há algum tempo
(risos). Mesmo com jogador de futebol, que já
tive bastante contato, nunca beijei nenhum.
Você já teve medo de homem?
Não. Tem muito homem ‘Robert’, que
quer aparecer. Mas eu não me preocupo muito com
o interesse dos caras. Sou muito tranqüila, saio
com as minhas amigas que não são famosas,
acabo conhecendo pessoas comuns, e procuro me envolver
com essas pessoas.

Essa pergunta é inevitável: qual a importância
do sexo na sua vida?
Em um relacionamento o sexo é muito importante,
mas acho que o amor e o companheirismo são o
que prevalecem durante muitos anos. Quando eu ficar
velhinha, não vai rolar mais atração
sexual e o amor e o companheirismo é que resistirão.
Qual o jogador brasileiro que você acha mais bonito?
O Adriano é gostoso e o Kaká é
bonito. Mas tem os gringos também: o Beckham
e o Ljungberg, um sueco que fez a propaganda da Calvin
Klein.
A pinta na testa virou marca registrada... Ela já
é um símbolo como a careca do Ronaldo
e os dentões do Ronaldinho?
Ela é marca registrada sim, até nas minhas
bonecas os fabricantes colocam uma pintinha na testa.
Já até pensei em tirá-la, mas não
me incomoda tanto assim. Na verdade eu tenho medo de
tirar e acabar a minha sorte, sabe? Ela é como
se fosse um amuleto. Os meninos do Pânico ficam
me zoando, dizendo que eu tenho um carrapato na testa,
mas não ligo.
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