2007 - EDIÇÃO 68

OLHA EU AQUI, MAMÃE!
Por Jorge Nicola

Ronaldo já esteve com Milene Domingues, Daniela Cicarelli, Raica... Roger namorou com Leila (jogadora de vôlei de praia), Adriane Galisteu, Deborah Secco... Boleiro que é boleiro não se prende a qualquer mulher, mesmo que ela seja uma das mais lindas do universo. Os amores intensos de verão no futebol são a coisa mais comum do mundo. Sabe por quê? Porque a única e grande paixão dos atletas é por suas mamães. E exemplos não faltam para comprovar a tese do Fatto Olé.

Você já reparou que o sonho de todo atleta em início de carreira é dar uma casa para a mama? Ainda que ele se case, tenha filhos, depois que se separa, corre ao colo dela diante de qualquer dificuldade. “Todo jogador sabe que somos nós que os amamos de verdade”, justifica Simone Izecson, mãe do meia Kaká. Mesmo casado, o ídolo do Milan fez questão de comprar uma mansão para os pais em Milão, bem pertinho de seu condomínio, para tê-los ao lado a todo instante.

Dona Miguelina, mãe de Ronaldinho Gaúcho, é a única que dá bronca no astro do Barcelona. Nenhuma outra pessoa ousa discordar ou brigar com o camisa 10 da Seleção. Afinal, foi ela quem se sacrificou a vida inteira para que Ronaldinho e seu irmão Assis realizassem o sonho de serem craques. Ainda hoje, com o filho mais novo consagrado, ela segue atenta a todos os passos do garotão, ajudando em tudo. Até com superstições. “Tenho um paninho que fica sempre na minha mão. Ele serve para sufocar o time adversário e deixar o Ronaldinho jogar em paz”, conta.

Apesar de ter a seus pés as mulheres mais desejadas do planeta, o atacante Ronaldo não consegue cortar seu cordão umbilical. É dona Sônia quem ganha todos os mimos do ex-astro do Real Madrid, e agora do Milan. O último presentinho do artilheiro foi o pagamento de uma plástica no rosto de sua mãe, com o cirurgião mais famoso do Rio de Janeiro.

Já o atacante Alexandre Pato, maior promessa do futebol brasileiro, lembra de quem o colocou no mundo a cada gol que marca. Todas as vezes que balançou as redes pela Seleção Brasileira no Sul-americano sub-20, ele correu para as câmeras dizendo: “mamãe, eu te amo.” O garoto de 17 anos faz questão de lembrar que sua ‘mother’ foi a pessoa que mais o ajudou na recuperação de uma cirurgia para retirada de um tumor ósseo no ombro, durante a infância. "Isso aconteceu há dez anos, mas sempre que tocamos no assunto, nós dois choramos bastante", revela Pato.

GRANDES EXEMPLOS

Na sofrida história de vida da maioria dos boleiros, a mãe tem sempre papel decisivo. Em vários casos, ela faz também o papel do pai, que deixou a casa ou acabou morrendo. O atacante Vagner Love, ex-Palmeiras, só se tornou profissional graças ao esforço de sua mãe, que trabalhava de camelô nas ruas de Bangu para arranjar dinheiro e levar comida para o artilheiro do amor e sua irmã.

"Com o primeiro dinheiro que ganhei, comprei uma baita casa lá no Rio, com direito até a um jardim grande, com plantação de frutas", admite Vagner Love. "Era tudo o que ela sempre sonhou. Foi a grana mais bem gasta do mundo", completa o jogador do CSKA, da Rússia.

Seu grande amigo Diego Souza, também revelado pelo Palmeiras, tomou uma providência drástica assim que deixou a categoria de juniores: decretou a aposentadoria de sua mãe, que era empregada doméstica. Agora ela se encarrega de cuidar dos amores do lateral-esquerdo. Paquerador incorrigível, Diego apronta com suas namoradas e pede para que a mãe o ajude a "limpar a barra" na base da conversa.

A mãe do lateral-direito Ilsinho é ainda mais preponderante. Cabe a ela tomar todas as decisões sobre o futuro do são-paulino. Quando deixou o Palmeiras, seu empresário, Wagner Ribeiro, pretendia levá-lo para a Espanha, mas não houve acordo, já que a dona do coração de Ilsinho o queria morando na Capital. Desde então, Wagner pede a opinião dela em qualquer negociação. E a mulher tem fama de encrenqueira; nos tempos em que ele era juvenil, sua mãe cansou de sair no tapa com gente na arquibancada que ousava xingá-lo. É mole?

Uma coisa é certa: quando a bola pinga na área do coração, as marias-chuteiras levam de goleada. E as supermães estão sempre na cara do gol, nunca há impedimento. A regra é clara!