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Nem
Maguila, nem Tyson, mas o negócio aqui é
porrada forte. Vixê, o Fatto Olé
trocou caneladas duras com um dos maiores nomes do pugilismo
brasileiro, o supercampeão Acelino Popó.
Com a mesma velocidade dos seus golpes (jabs, diretos
e cruzados), o lutador admitiu que se considera o grande
personagem do País neste início de século.
E mais: Popó é um homem que chora, aliás,
o sentimentalismo é seu ponto forte. Metrossexual?
Cuidado, aí vem o nocaute!
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Popó, fala sério: é verdade
que você torce para dois times?
POPÓ:
É sim. Em São Paulo, torço pro
São Paulo. Em Salvador, sou Vitória. Mas
não costumo ir muito a estádios.
Quem é então o Popó do futebol
brasileiro?
Tenho certeza que é o Souza, meia do São
Paulo. Ele é alagoano, tem uma história
de vida parecida com a minha, é um campeão
brasileiro. Inclusive, o apelido dele lá no São
Paulo é ‘Babinha’, porque dizem que
ele é parecido com o meu pai.
O que é capaz de nocautear um cara durão
como você?
Eu sou muito emotivo, me emociono com bastante coisa.
Essa semana mesmo, eu me emocionei com um garoto que
apareceu no jornal. Ele tinha o sonho de ter uma bicicleta
e acabou ganhando seis de um grupo de estrangeiros.
O moleque distribuiu as bicicletas entre os amigos.
Engraçado, né? Tanta gente rica no Brasil
e o menino tem que esperar pra ganhar as coisas de gente
de fora.
Então, os brutos também choram?
Não sou bruto. Não sofro esse dilema de
achar que, só porque luto, sou violento. Se bobear,
o futebol é mais bruto que o boxe. A Fórmula
1 também pode ser, pois os carros fazem curvas
a 250 km/h. O que é mais perigoso?
O Brasil é carente de ídolos...
Qual foi a sua maior contribuição ao País?
Nosso País é muito carente de ídolos
principalmente no esporte, que é pouquíssimo
representado, ainda mais aqui no Nordeste. A minha maior
contribuição foi difundir o boxe e ver
que hoje ele está crescendo. É ver o Sertão
(Valdemir Pereira), que já lutava, vencer muito.
Ele tem a mesma força de vontade que eu tive.
Muitos astros da NBA estão subindo nos
ringues para treinar. Na sua visão, de que forma
o pugilismo pode ajudar no desempenho de um boleiro?
O boxe ajuda muito nas construções física,
psíquica e técnica. Poderia ajudar os
jogadores a terem mais disciplina, principalmente aqueles
com os nervos à flor da pele. O esporte ajuda
a descarregar a raiva.
Apesar de ser um grande lutador, você
é supervaidoso. Popó pode ser chamado
de metrossexual como David Beckham?
Não, de jeito nenhum. Eu sou homem ‘brabo’.
Tenho vaidade como homem e não como metrossexual.
Eu tenho os meus limites. O Beckham exagera muito.
Você teme ser visto pelos jovens como
um velho?
Não me preocupo com isso, pois sei que um dia
essa fama toda vai acabar. Senti isso quando tive minha
primeira derrota, há dois anos.
Atolado em dívidas, Mike Tyson virou
gigolô de uma cafetina famosa nos EUA. O boxe
é muito cruel com os seus ídolos?
As pessoas é que são cruéis com
o boxe. Foi o esporte que deu fama para o Mike Tyson,
só que ele ganhou muito dinheiro e torrou tudo,
não soube aproveitar. Além disso, todo
mundo que não consegue se manter na mídia
vai perdendo o prestígio do público. Isso
acontece com os atletas, os atores, e várias
outras celebridades.
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Quem é o maior exemplo brasileiro neste
início de século?
Eu, Popó. Porque ganhei uma vida toda na porrada,
dentro e fora do ringue.
Qual seria a primeira pergunta que faria ao
Ronaldinho?
Por eu achar que o casamento é a base de tudo
na vida, acredito que, depois que ele se separou da
Milene (Domingues), sua vida profissional despencou.
Perguntaria o seguinte: se você (Fenômeno)
fizesse uma retrospectiva da vida de casado e da vida
de solteiro, como definiria sua trajetória profissional?
A palavra medo existe no seu vocabulário?
Nunca
tive medo de nada. Meu negócio é porrada
(risos).
Você conseguiria descrever Popó
em uma só palavra?
Paz. Sou muito tranqüilo. Não me
preocupo com a mídia e jamais uso minha força
pra machucar alguém.
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