 |
| Abridor
de garrafa com Ronaldinho custou R$ 27 mil |
Aquela
frase batida de que é possível comprar tudo
pela Internet é muito mais real do que se imagina.
Principalmente desde que os leilões invadiram o
mundo virtual. Tem chaveiro do Ronaldinho Gaúcho,
bola do pênalti desperdiçado por David Beckham
na última Eurocopa, beijo da modelo britânica
Kate Moss, colheres que tocaram os lábios do cantor
Elvis Presley...
A criatividade dos responsáveis pelos eventos é
inesgotável. Assim como o mau gosto dos compradores.
Outro dia, uma embalagem de tintura para cabelo foi vendida
por R$ 350. Tudo porque havia sido usada por Kurt Cobain,
ex-astro do Nirvana. As meias sujas do músico canadense
Bryan Adams saíram por R$ 400, e a metade de uma
torrada comida pelo cantor Justin Timberlake foi comprada
por R$ 9 mil. Quer mais? O simples fato de ter sido lido
pela popstar Britney Spears levou um livro a custar R$
3.500.
Há também leilões totalmente bizarros,
como os que negociaram chicletes mastigados por Madonna,
um dente de leite do ator Jack Nicholson, uma pastilha
contra tosse cuspida pelo agora político Arnold
Schwarzenegger e um guardanapo tirado da festa de casamento
do cantor Prince, em 1996. Até a estrela George
Michael se rendeu aos encantos do pregão virtual
e despachou R$ 4 milhões para garantir o piano
de John Lennon.
Quando o assunto é futebol, Beckham não
tem concorrentes. Sua pinta de galã faz dele o
mais reverenciado nos tópicos do E-bay, principal
site de leilões do mundo. Para conquistar o público
feminino, há produtos de todos os tipos, formas
e gêneros usados pelo meia do Real Madrid. O cardápio:
chuteira por R$ 350, filme para celular com imagens do
craque por R$ 250, autógrafo por R$ 200, CD com
cinco mil fotos por R$ 110, estatueta por R$ 90 e pôster
por R$ 75.
 |
| Camisa
usada por Pelé na década de 60 não
sai por menos de R$ 1.000 |
Ronaldinho
Gaúcho não conta com um leque de opções
tão variado, porém está mais bem
cotado que Beck’s. A ponto de um simples abridor
de garrafas feito sob a figura do brasileiro ter sido
adquirido por um inglês por R$ 27 mil, após
73 lances – a primeira pedida era de R$ 41. A assinatura
do camisa 10 do Barça foi leiloada por R$ 300,
enquanto um boné com seu autógrafo tem a
pedida inicial de R$ 400.
Os mais saudosistas também têm vez na Internet.
Um livro com a dedicatória de Zico, maior ídolo
da história do Flamengo, custa R$ 150. O Galinho
de Quintino ainda tem pôster, meia e toca à
venda. A camisa do Santos bicampeão mundial na
década de 60, com autógrafo de Pelé,
está com o salgado preço de R$ 1.000. Tanto
é que quase 500 pessoas já visitaram o leilão,
mas nenhuma teve coragem de dar o lance.
Por fim, existem os micos virtuais. Produtos como a camisa
do zagueiro Capone na época em que defendia um
time turco sem expressão, pela bagatela de R$ 1.500.
Há outros internautas que oferecem produtos que
encalhariam em qualquer loja, como a camisa do Shevchenko
no Milan – ele hoje faz sucesso no Chelsea - e a
de Zé Roberto do Bayern de Munique – o brasileiro
está há quase meio ano no Santos. Mas o
grande X de toda essa questão é que a maioria
dos objetos leiloados pode não passar de uma farsa.
Porque assinaturas, por exemplo, podem ser facilmente
falsificadas. Xiiiiiiii.
|
|