2006 - EDIÇÃO 61

LEILÃOSURREAL.COM
Equipe Fatto Olé
Abridor de garrafa com Ronaldinho custou R$ 27 mil
Aquela frase batida de que é possível comprar tudo pela Internet é muito mais real do que se imagina. Principalmente desde que os leilões invadiram o mundo virtual. Tem chaveiro do Ronaldinho Gaúcho, bola do pênalti desperdiçado por David Beckham na última Eurocopa, beijo da modelo britânica Kate Moss, colheres que tocaram os lábios do cantor Elvis Presley...

A criatividade dos responsáveis pelos eventos é inesgotável. Assim como o mau gosto dos compradores. Outro dia, uma embalagem de tintura para cabelo foi vendida por R$ 350. Tudo porque havia sido usada por Kurt Cobain, ex-astro do Nirvana. As meias sujas do músico canadense Bryan Adams saíram por R$ 400, e a metade de uma torrada comida pelo cantor Justin Timberlake foi comprada por R$ 9 mil. Quer mais? O simples fato de ter sido lido pela popstar Britney Spears levou um livro a custar R$ 3.500.

Há também leilões totalmente bizarros, como os que negociaram chicletes mastigados por Madonna, um dente de leite do ator Jack Nicholson, uma pastilha contra tosse cuspida pelo agora político Arnold Schwarzenegger e um guardanapo tirado da festa de casamento do cantor Prince, em 1996. Até a estrela George Michael se rendeu aos encantos do pregão virtual e despachou R$ 4 milhões para garantir o piano de John Lennon.

Quando o assunto é futebol, Beckham não tem concorrentes. Sua pinta de galã faz dele o mais reverenciado nos tópicos do E-bay, principal site de leilões do mundo. Para conquistar o público feminino, há produtos de todos os tipos, formas e gêneros usados pelo meia do Real Madrid. O cardápio: chuteira por R$ 350, filme para celular com imagens do craque por R$ 250, autógrafo por R$ 200, CD com cinco mil fotos por R$ 110, estatueta por R$ 90 e pôster por R$ 75.

Camisa usada por Pelé na década de 60 não sai por menos de R$ 1.000
Ronaldinho Gaúcho não conta com um leque de opções tão variado, porém está mais bem cotado que Beck’s. A ponto de um simples abridor de garrafas feito sob a figura do brasileiro ter sido adquirido por um inglês por R$ 27 mil, após 73 lances – a primeira pedida era de R$ 41. A assinatura do camisa 10 do Barça foi leiloada por R$ 300, enquanto um boné com seu autógrafo tem a pedida inicial de R$ 400.

Os mais saudosistas também têm vez na Internet. Um livro com a dedicatória de Zico, maior ídolo da história do Flamengo, custa R$ 150. O Galinho de Quintino ainda tem pôster, meia e toca à venda. A camisa do Santos bicampeão mundial na década de 60, com autógrafo de Pelé, está com o salgado preço de R$ 1.000. Tanto é que quase 500 pessoas já visitaram o leilão, mas nenhuma teve coragem de dar o lance.

Por fim, existem os micos virtuais. Produtos como a camisa do zagueiro Capone na época em que defendia um time turco sem expressão, pela bagatela de R$ 1.500. Há outros internautas que oferecem produtos que encalhariam em qualquer loja, como a camisa do Shevchenko no Milan – ele hoje faz sucesso no Chelsea - e a de Zé Roberto do Bayern de Munique – o brasileiro está há quase meio ano no Santos. Mas o grande X de toda essa questão é que a maioria dos objetos leiloados pode não passar de uma farsa. Porque assinaturas, por exemplo, podem ser facilmente falsificadas. Xiiiiiiii.