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Fatto Olé fez o que poucos zagueiros
conseguiram nesse Brasileirão: parar o atacante
Souza, do Goiás. Mas só por alguns minutos.
Nesta entrevista exclusiva, o artilheiro do campeonato
nacional abre o jogo e fala sobre seu bom momento, fama,
futuro, vaias e o fato de só dar certo com a
camisa do clube alviverde – ele já passou
por Inter, Vasco, Marítimo-POR e CSKA-BUL, sem
nunca encantar.

O Brasileirão nunca teve um artilheiro
com média de gols tão baixa. Como se sente?
SOUZA: Ah, para mim é completamente indiferente.
Eu estou preocupado é com o Goiás e em
terminar como o principal goleador do campeonato. Agora
se o Edmundo fez 29 gols em 1997 e o Washington 34 em
2004, parabéns para eles.
Por que você só deu certo no Goiás?
Não é bem assim. Também tive uma
boa passagem pelo Vasco, entre 1999 e 2003. Na Europa
é que as coisas foram mais complicadas, principalmente
em Portugal. Cheguei ao Marítimo na metade da
temporada, sem ritmo de jogo. Depois tive um problema
no púbis e, para completar, quebrei o braço
num acidente de carro. Praticamente não tive
tempo para jogar lá.
Você já saiu do Serra Dourada vaiado
pela torcida, agora, está bem perto de ser o
maior goleador. Que virada, hein...
Por isso que digo que o futebol é uma verdadeira
roda-gigante. Com a torcida, é sempre oito ou
80. Numa hora você agrada, na outra já
nem serve. Teve uma fase que minhas bolas não
entravam, e alguns torcedores reclamaram (Souza chegou
a fazer gestos obscenos na direção das
arquibancadas do Serra Dourada, gerando protestos dos
esmeraldinos). Mas depois tudo se acertou, estou fazendo
meus gols e curtinho essa fama de matador.
O que mudou na sua vida?
A popularidade. Todo mundo me conhece, e recebo carinho
nas ruas, no elevador, no restaurante... Até
clubes adversários estão me vendo com
outros olhos. Recebi sondagens de times do exterior,
e também escutei falar do interesse do São
Paulo, do Corinthians e do Flamengo.
Mas a multa de 2 milhões de euros lhe
deixa mais distante desses clubes.
Vontade de ir para um clube grande, eu tenho. Quem não
gostaria de jogar num São Paulo, por exemplo?
Até tenho amigos lá, como o Aloísio,
o Alex Dias e o André Dias. Mas a tendência
é que eu volte mesmo para o exterior, talvez
no futebol europeu. Só tento não pensar
muito no assunto, porque estou me preocupando primeiramente
com o finalzinho do Brasileirão. Quero ver se
ultrapasso os 19 gols, para superar minha marca de 2005
(quando fez 18).
E dentro de campo; qual a maior diferença
para aquele garoto caneludo que começou no Madureira,
em 1998?
Me sinto outro. Com o passar do tempo e dos jogos, a
gente amadurece, aprende coisas importantes para um
jogador de futebol e vai ganhando. Hoje eu bato melhor
na bola, mantenho concentração total nos
lances de ataque e estou crescendo cada dia mais.
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Ficha
técnica do Hulk goiano |
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Nome: |
Rodrigo
de Souza Cardoso |
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Idade: |
24
anos |
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Naturalidade: |
Rio
de Janeiro (RJ) |
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Altura: |
1,85m |
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Peso: |
85kg |
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Carreira: |
Madureira
(1998 a 99), Vasco (1999 a 2003), CSKA-BUL (2003),
Marítimo (2004), Internacional (2005), Goiás
(2005 e 2006) |
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