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maior adversário do Brasil em sua intenção
de abrigar a Copa do Mundo de 2014 é a falta
de estádios modernos. A fim de dar uma mãozinha
aos dirigentes nacionais com algumas referências
importantes, o Fatto Olé saiu
à caça das mais novas e imponentes arenas
do planeta e produziu uma espécie de guia dos
principais templos do futebol. Aqueles lugares em que
uma visita é obrigatória. É verdade
que a maioria deles custou verdadeiras fortunas, mas
é viável construí-los de maneira
mais barata com parcerias e ajuda da iniciativa privada,
seguindo os bons exemplos europeus.
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Allianz
Arena |
As
duas últimas Copas do Mundo espalharam verdadeiras
obras de arte em formato de estádios por Alemanha,
Japão e Coréia do Sul. Os germânicos
construíram ou reformaram 12 arenas, enquanto
os japoneses e coreanos começaram praticamente
do zero outras 12. Por conta dos Mundiais, são
indispensáveis as visitas ao Allianz Arena, em
Munique (Alemanha), ao Yokohama Stadium, em Yokohama
(Japão), e ao Busan Asiad Main Stadium, em Busan
(Coréia do Sul).
Em comum eles têm tudo de melhor no que diz respeito
à engenharia e tecnologia. O Allianz Arena, por
exemplo, recebe os jogos do Bayern de Munique e do Munique
1860. A fim de torná-lo familiar a seus torcedores,
o estádio muda de cor dependendo de quem for
atuar. Se for o Bayern, ele se transforma em vermelho.
Caso receba o 1860, é tomado pelo azul. Pensa
que acabou? O palco da abertura da Copa da Alemanha
ainda fica cinza, quando quem está em campo é
a seleção alemã.
E não pense que é apenas o Mundial que
deixa um rastro de modernidade. Para receber a Eurocopa
de 2004, Portugal teve de transformar suas “instalações”.
Melhor para o púbico português, que hoje
assiste às partidas do campeonato nacional em
arenas deslumbrantes. Apenas para citar duas: Estádio
da Luz, casa do Benfica, e o Estádio do Dragão,
onde joga o Porto.
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Emirates
Stadium |
O
Estádio da Luz é um ótimo exemplo
do quanto um campo de futebol mudou em relação
ao passado. O antigo palco foi demolido para a construção
do novo. Em vez dos 120 mil lugares de outra época,
o campo inaugurado em 25 de outubro de 2003 comporta
pouco mais da metade – 65.647. Já não
se constroem estádios tão grandes, porque
se tem a idéia de que não é algo
rentável e inteligente no que tange à
parte mercadológica.
ERGAM
AS SOBRANCELHAS - É do Arsenal, da Inglaterra,
o estádio de futebol mais espetacular do planeta.
O Emirates Stadium custou aproximadamente US$ 712 milhões
e foi projetado pelo conceituado escritório de
arquitetura Hok Sport. Inaugurada em abril deste ano,
a arena londrina comporta 60 mil pessoas. O que mais
impressiona são suas instalações.
Os vestiários repetem a infra-estrutura de hotéis
cinco estrelas. Já os assentos nas arquibancadas
são aquecidos, para que os torcedores não
fiquem com seus bumbuns congelados.
O Emirates Stadium vai bem além de um simples
lugar onde se disputam jogos de futebol. Na prática,
ele funciona como uma cidade em formato de arena. Lá,
o torcedor passa bem mais que os 90 minutos da partida.
Ou você não gastaria seu domingo passeando
pelo shopping montado pelo clube com as principais grifes
da moda, e com direito a restaurantes, bares e um museu
contando todos os mínimos detalhes da história
do Arsenal.
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Camp
Nou |
A
casa do Arsenal revela também a nova tendência
na construção de estádios. Para
não ter de arcar com os US$ 712 milhões
pela obra, o clube de Ashburton Grove fez uma parceria
um tanto quanto simples de entender com o Grupo Emirates:
em troca do nome do estádio, o Arsenal recebeu
mais da metade da bolada para tirá-lo do papel.
Assim, pelos próximos 15 anos, o estádio
se chamará Emirates Stadium. O “patrocinador”
da arena ainda tem direito a camarotes e exploração
da imagem com placas de publicidade. A prática
é extremamente comum. Os estádios da Copa
da Alemanha, por exemplo, se chamam Allianz Arena, Signal
Iduna, Veltins, AOL, Gottlieb Daimler, Commerzbank,
Rhein Energy, AWD, Zentral e Easy-credit.
Mas não é só de estádios
cheirando a novo que o guia do Fatto Olé
vive. Três velhinhos fazem sucesso e encantam
qualquer torcedor de futebol. São eles o Camp
Nou, do Barcelona; o Santiago Bernabeu, do Real Madrid;
e o Giuseppe Meazza, que recebe o Milan e a Inter. Todos
têm mais de 50 anos de vida e ainda apresentam
a antiga arquitetura, com formas mais retas, e que abusam
da ostentação. Deles, o “menor”
é o Santiago Bernabeu, com capacidade para incríveis
80.354 pessoas.
No estádio madrilenho há pacotes sendo
vendidos por 15 mil euros com direito a entrada preferencial,
estacionamento privativo, almoço preparado por
grandes chefes de cozinha. Tudo isso em meio a copos
de cristal, telas de plasma e garçons treinados
para mimar o torcedor.
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Emirates
Stadium
Londres (Inglaterra)
60.000 pessoas
Construído em 2006 |
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Yokohama
Stadium
Yokohama (Japão)
70.564 pessoas
Construído em 1997 |
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Allianz
Arena
Munique (Alemanha)
69.901 pessoas
Construído em 2005 |
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Busan
Asiad Main Stadium
Busan (Coréia do Sul)
55.982 pessoas
Construído em 2001 |
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Camp
Nou
Barcelona (Espanha)
98.934 pessoas
Construído em 1957 |
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Estádio
da Luz
Lisboa (Portugal)
65.647 pessoas
Construído em 2003 |
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Santiago Bernabeu
Madri (Espanha)
80.354 pessoas
Construído em 1947 |
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Estádio
do Dragão
Porto (Portugal)
50.106 pessoas
Construído em 2003 |
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Giuseppe
Meazza (San Siro)
Milão (Itália)
85.700 pessoas
Construído em 1927 |
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Amsterdam
Arena
Amsterdã (Holanda)
51.324 pessoas
Construído em 1996 |
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