Numa
boa: se for pra falar de matador, Ronaldo, Romário,
Maradona, Van Basten e Pelé, são peixinhos
fora do aquário. Pô, passei o feriadão
com o baixote Osama bin Laden! O cara é uma
figura complexa: quando era criança, por exemplo,
ficava em casa com a mãe assistindo a Bonanza
na TV – lembra do clássico seriado de
bangue-bangue? Houve um momento, antes do ódio
dominar a sua alma, em que o Profeta do Mal quase
não foi terrorista. Mr. Bin chegou a ser o
maior proprietário de terras do Sudão;
brincava até mesmo com a idéia de submeter
sua extensa plantação de girassóis
ao Livro Guinness. Na intimidade, com suas quatro
mulheres (pegador, né não?) e 17 filhos,
era um paizão que jogava Nintendo e assistia
filmes hollywoodianos no videocassete. Não,
não imagine iates, palácios ou piscinas
cheias de champanhe. Eu estava na praia, deitado na
rede, apenas lendo o livro The Looming Towers:
al-Qaeda and the road to 9/11. E recomendo
a obra do jornalista Lawrence Wright, da revista New
Yorker, o melhor trabalho já publicado sobre
a crueldade
do terrorismo.