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ANTOLOGIA DO PÁ-PUM |
Brasileiros
e brasileiras, o provérbio romano diz que é
no vinho que se encontra a verdade. “In vino,
veritas”. Isso é muito sério. Depois
de 12 dias na Itália, GP de Monza no passaporte,
rolê na Ferrari Modena, treinos no Milan, fetuccine
no Alfredo, trabalho e lazer, a escalação
do adjetivo ideal na frase certa, foi bebendo algumas
taças que descobri revelações interessantes.
A primeira delas: todo turista é ridículo!
Com aquelas bermudas escrotas, perdidões, fotografando
tudo, ô raça! Mas o tema vai além
(e a garrafa de tinto já secou). Sem escalas.
Do viajante zé-mané ao brasileiro, aquele
que é mesmo um feriado. Considero o brasileiro
o maior sujeito do mundo, pois o europeu já está
esgotado. Pô, o cara tem na casa dele pires de
mil anos. Escadas de mil anos. Tudo é velho pra
caraca. E com a gente é hiper diferente. É
como se estivéssemos sempre a 30 segundos do
fat(t)o. Espertos, ligados, ligeiros, alertas. Uma chuteira
na frente - já que aqui o papo é futebol,
né não? Talvez seja por isso que o Brasil
é penta… Talvez seja por isso que Ricardo
Oliveira virou herói no Milan em apenas oito
minutos. Talvez seja por isso que nossos boleiros estão
sempre reinventando o espírito do esporte bretão.
Beber vinho todo mundo pode beber, mas a brasilidade
não está à venda em qualquer boteco.
Tin-tin, um brinde ao nosso Fatto Olé
safra 50! |
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