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Quanta
diferença na Amarelinha |
Não
foi só o comportamento dos jogadores
da Seleção dentro de campo
que mudou. Com seu estilo linha dura, o
técnico Dunga revolucionou os modos
dos atletas. Enquanto estiveram em Londres,
para as partidas contra Argentina e País
de Gales, os boleiros sentiram um ambiente
bem menos festivo, e mais sério,
do que o vivido na Copa, sob a gestão
de Parreira. O novo comandante pôs
fim aos torneios de ping-pong, aos campeonatos
de videogame e às noitadas de karaokê.
Por outro lado, estimulou a leitura e realizou
diversas sessões de vídeos
com imagens do próximo adversário
e de seleções em boa fase.
BEM NA FITA - De todos os treinadores
que já passaram pela Seleção,
apenas Zagallo conseguiu uma estréia
melhor que a de Dunga contra os argentinos.
Com os 3 a 0 aplicados há uma semana,
o substituto de Parreira só não
foi melhor que o Velho Lobo, comandante
do Brasil nos 4 a 1 sobre o rival, em 1968.
Parreira, Felipão e Telê sequer
venceram na primeira vez que encararam os
hermanos.
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Uma
gelada na Terra da Rainha |
Mascherano
e Tevez pintaram como as grandes promessas do futebol
argentino nos últimos tempos. Eram pretendidos
por Manchester, Barcelona, Milan, Chelsea... Só
que a dupla forçou a barra para sair do Corinthians
e acabou caindo numa gelada enorme chamada West Ham.
O time de Londres tem 111 anos de existência e
nunca ganhou um mísero título do Campeonato
Inglês. Em geral, os Hammers (Martelos), como
são chamados, iniciam cada temporada com o único
objetivo de escaparem do rebaixamento. Para completar,
tanto Tevez quanto Mascherano não tiveram aumento
em seus salários pela mudança de clube
– o detalhe é que o custo de vida na capital
inglesa é muito mais alto que em São Paulo.
Uma característica marcante no West Ham é
o continuísmo de seus técnicos. Só
para se ter uma idéia, apenas cinco treinadores
haviam passado pelo estádio Upton Park até
o início da década de 90. Na Terra da
Rainha, o clube goza de uma reputação
parecida com a da Portuguesa, por já ter revelado
grandes atletas, como Lampard, Ferdinand e Cole. Os
integrantes do grupo Iron Maiden são torcedores-símbolos
do West Ham. |
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Pires
na mão, nunca mais! |
Para
dar uma ajudinha aos pré-falidos clubes brasileiros,
o Fatto Olé pôs a cabeça
para pensar e bolou uma série de bonecos que
fariam o maior sucesso no mercado. Inspirados nos principais
ídolos do futebol do País, esses mascotes
poderiam ser licenciados pelos clubes. Com isso, além
de não dar chances à pirataria, os produtos
fariam os times faturarem à beça. Na linha
de bonecos, o atacante Edmundo, que resiste à
idade e ainda encanta a torcida do Palmeiras, ataca
de Incrível Hulk, para delírio dos apaixonados
pela cor verde. Goleiro com o maior número de
gols da história do futebol, Rogério Ceni
se mete a kickboxer e prova que é craque com
as mãos e com os pés. Já o atacante
Obina encarna um lutador de rua para tentar salvar o
Flamengo da provocação dos rivais cariocas
e dos maus resultados em campo há anos. A série
se estende até ao exterior: Ronaldinho Gaúcho
vira um capoeirista em Barcelona e faz sucesso com seus
movimentos precisos e pés habilidosos. |
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Tricolor
e seus negócios da China |
| Qual
foi a última grande bolada que o São Paulo
levou? Se você pensou na transferência de
Lugano para o Fenerbahce, da Turquia, se enganou redondamente.
Pelo negócio, entraram para os cofres tricolores
cerca de R$ 5 milhões. Muito pouco se comparado
ao que o clube lucrou com a saída de outros dois
jogadores bem menos prestigiados. São eles o volante
Denílson e o atacante Diego Tardelli. Denílson,
que havia sido titular apenas duas vezes, foi comprado
pelo Arsenal, da Inglaterra, numa negociação
que rendeu quase R$ 15 milhões. Já Diego
Tardelli se mandou para o PSV, da Holanda, num empréstimo
de um ano que garantiu R$ 2,5 milhões (em 12 meses
ele estará de volta, possivelmente valorizado e
com vínculo total com o Tricolor). |
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São
Caetano contando moscas |
Como
costumam brincar os torcedores, o estádio Anacleto
Campanella vive cheio. Cheio de lugar vazio. Não
bastasse a fraca campanha no Brasileirão, o
São Caetano ainda coleciona todos os recordes
negativos no que diz respeito à participação
dos torcedores. É do Azulão o pior público
(2.182 pagantes, contra o Goiás), a menor média
de torcida por jogo (1.963 pessoas), a mais baixa
arrecadação (R$ 31.979,09), e a pior
arrecadação total (R$ 351.770,00). Para
se ter uma idéia, o Corinthians, clube que
lidera as estatísticas de arrecadação,
faturou quase sete vezes mais que o São Caetano.
MAIS RECORDE – O time do ABC paulista também
protagonizou outro recorde nada favorável:
foi o clube que demitiu um treinador mais rápido.
Paulo César Gusmão durou apenas 14 dias
no cargo – caiu depois de três derrotas
e um empate.
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Amoroso
vale um Audi A3 |
| Tirar
o atacante Amoroso do Corinthians está fácil,
fácil. O contrato recém-assinado entre
Timão e atleta estabelece a mixaria de R$
100 mil como multa no caso de rescisão, para
qualquer das partes. Ou seja, um dos heróis
do São Paulo na conquista do Mundial de Clubes
em 2005 está valendo a mesma coisa que um
modelo A3 da Audi (com duas portas e motor 1.6).
E essa pechincha de multa foi exigência do
artilheiro, irritado com a cláusula estabelecida
pelo Corinthians que o obriga a prorrogar seu vínculo
caso ele se machuque – se Amoroso ficar 30
dias parado por alguma lesão, por exemplo,
o contrato é automaticamente estendido pelo
mesmo período. Nenhum outro jogador no elenco
do Corinthians tem uma multa rescisória tão
baixa. |
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