| Prestes
a completar 75 anos, o personagem mais vitorioso da história
do futebol conversou com o Fatto Olé e fez uma
retrospectiva de sua vida. Melhor ainda: elegeu os 13
grandes momentos que viveu dentro e fora dos campos. O
número, é claro, foi escolhido por ser o
preferido de Zagallo. Supersticioso, sortudo, teimoso...
o único tetracampeão mundial com uma seleção
continua o mesmo, apesar de não estar mais empregado
- ele foi demitido do cargo de coordenador técnico
da CBF. Ainda assim, avisa: “Não vou sair
me oferecendo por aí. Os clubes grandes sabem onde
me encontrar e, se quiserem, eles que me liguem.” |
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1 - O número um
“Sou o único cidadão no mundo com
quatro títulos mundiais por uma seleção.
Não dá para esquecer a conquista em 1958
e 62 como jogador, em 1970 como técnico, e em 1994
como coordenador técnico. Fui campeão de
tudo quanto é jeito, e o filme dessas conquistas
passa a toda hora". |
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2 - Fla, Fla, Fla
“Aquele tricampeonato carioca que ganhei com a camisa
do Flamengo em 1953, 54 e 55 foi maravilhoso e coroou
a melhor passagem que tive em um clube de futebol. Até
hoje têm torcedores, bem velhinhos, que me parabenizam
pelas atuações que tive naquela época”.
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3 - Ele e Eu
“O Garrincha foi, é e será o maior
gênio do futebol mundial. Toda vez que lembro dele,
encho a boca para dizer que tive o privilégio de
atuar ao seu lado, no Botafogo da década de 60.
Aquela linha de ataque com Amarildo, Garrincha, Quarentinha
e eu deixa muitas saudades”. |
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4 - Frases feitas
“Não há quem não lembre de
algumas frases minhas, como aquela ‘vocês
vão ter que me engolir’. O curioso é
que essa e todas as outras saíram espontaneamente,
e acabaram marcando momentos importantes da minha vida
na seleção e pelos clubes”. |
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5 - Praia de paulista
“Foi gratificante demais ter morado em São
Paulo, em 1999. O ambiente para mim não era bom,
porque achavam que eu não gostava dos paulistas.
Mas durante o tempo em que fui técnico da Portuguesa,
mostrei a todos que isso não existia e fui muito
bem tratado. Deveria ter ficado mais tempo, inclusive”.
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6 - Cidadão do mundo
“O futebol me proporcionou a oportunidade de ter
dado a volta ao mundo algumas vezes. Conheço bem
a América do Sul, a Europa, a Ásia, a África...
É claro que ainda falta um país ou outro,
mas muito pouco perto do tamanho do mundo. E o melhor
de tudo é que não gastei nada nessas viagens,
já que ia com tudo pago”. |
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7 - Amor, meu grande amor
“Entre os grandes momentos da minha vida, não
posso deixar de citar a mulher dos meus sonhos, que é
a Alcina. Afinal, já são 51 anos de união.
Casamos em 1955, quando eu era bem novinho e jogava pelo
Flamengo. A Alcina sempre me deu muito respaldo e sou
eternamente apaixonado por ela”. |
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8 - Bolso cheio
“Sou uma pessoa mão-fechada, que não
gosta de gastar dinheiro com nada. Mas dá para
dizer que nunca tive problema com isso, porque sempre
fui um felizardo. Ganhei bastante dinheiro, seja como
jogador, como treinador ou como coordenador técnico".
(Seu salário na Seleção era de R$
180 mil mensais). |
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9 - Meu nome é carisma
“Não sei bem ao certo o que me faz ser tão
carismático, só que a realidade é
que o povo gosta demais de mim. E isso me faz sorrir diariamente.
Talvez eles gostem da maneira como eu encaro as situações,
talvez seja a minha naturalidade...” |
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10 - Sorte é ter sorte
“É claro que eu me considero bom no que fiz,
mas não teria chegado a lugar nenhum sem a sorte
que tanto me acompanhou. Em todos os setores da vida,
a sorte é fundamental. Posso ser qualquer coisa,
menos um pé-frio. O azarado não chega a
lugar nenhum, por mais competente que seja". |
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11 - Dupla dinâmica
“Um dos pontos-chave do meu sucesso foi andar sempre
bem acompanhado, e o meu grande parceiro profissional
foi o Carlos Alberto Parreira. Nossa dupla começou
em 1970, quando ele era meu preparador físico na
Seleção. Levei ele para o Fluminense, para
o exterior e depois virei coordenador, enquanto ele comandou
a seleção". |
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12 - Rei das arábias
“O mesmo carinho que recebo dos brasileiros eu encontro
no mundo árabe. Tudo porque fiz muito sucesso enquanto
trabalhei como técnico no Kuwait, na Arábia
Saudita e nos Emirados Árabes. Também ganhei
muito em cultura enquanto estive nesses três países". |
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13 - O segredo é a humildade
“Uma coisa que me enche de orgulho é perceber
que não mudei nada apesar da fama, do dinheiro
e do sucesso. Não ostento roupas, carros ou qualquer
coisa. Nada subiu à minha cabeça e aqueles
que convivem comigo no dia-a-dia sabem que sou exatamente
igual ao Zagallo que, por exemplo, serviu o exército
em 1950". |
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