Foi-se
o tempo em que o Brasil era apenas um país exportador
no futebol. Nos últimos anos, uma legião
de estrangeiros invadiu os campos brazucas para fazer
sucesso. O que explica tal mudança? Será
que os brasileiros já não são tão
bons como antigamente? A fim de responder a essas perguntas,
o Fatto Olé ouviu especialistas em mercado.
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O
argentino Mascherano é dono do meio-campo
do Corinthians
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"Não
dá para dizer que o nível técnico
do futebol nacional caiu", afirma o empresário
Bernardo Filho, ex-jogador que fez sucesso com a camisa
do Corinthians. Acontece que o real está mais valorizado
do que nunca na América do Sul e os clubes perceberam
que são capazes de contratar bons estrangeiros
sem muito custo, justifica.
Os quatro grandes clubes de São Paulo contam com
gringos. O Corinthians é o recordista, com quatro:
o chileno Herrera, e os argentinos Tevez, Mascherano e
Sebá. O Santos apresenta três (o chileno
Maldonado, o paraguaio Manzur e o mexicano De Nigris),
o São Paulo dois (o uruguaio Lugano e o equatoriano
Reasco) e o Palmeiras um (o chileno Valdívia).
Na opinião do técnico Émerson Leão,
a contratação de mão-de-obra externa
é importante por causa das entressafras vividas
pelo futebol brasileiro. "Os clubes europeus e asiáticos
levam muitos jogadores nossos”, analisa o comandante
do São Caetano. "E enquanto as equipes preparam
os atletas mais jovens, os sul-americanos servem de alicerce",
opina Leão, citando o volante chileno Maldonado.
"Ele acerta qualquer meio-de-campo".
Antes de fazer sucesso no Peixe, Maldonado já foi
o homem de confiança de muitos técnicos
no São Paulo. "Para nós, estrangeiros,
é fácil se adaptar ao Brasil. O futebol
não tem muitos mistérios táticos,
os jogadores daqui são bem receptivos e a vida
em geral no Brasil é melhor que em nossos países”,
reconhece o chileno.
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Já
o chileno Maldonado é o xodó da
torcida do Santos
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Fenômeno
nacional - A grande procura pelo mercado estrangeiro não
é realidade apenas nos times de São Paulo.
Dos quatro grandes do Rio, o Vasco é o único
que não tem gringos. O Flamengo utiliza o uruguaio
Peralta e o paraguaio Ramirez, o Fluminense conta com
o sérvio Petkovic, e o Botafogo dispõe do
uruguaio Artigas.
No Sul, o elenco gremista tem os argentinos Maidana e
Herrera, e o chileno Escalona. O rival Inter joga com
o atacante colombiano Renteria. Centenas de quilômetros
acima, no Atlético Paranaense, mais dois colombianos:
outro atacante com o nome Herrera e o meia Ferreira. Há
até um angolano, o atacante Johnson, atualmente
no Goiás.
De acordo com estatísticas da CBF (Confederação
Brasileira de Futebol), o país nunca contou com
tantos estrangeiros em seus gramados. E existe uma grande
diversidade. Para se ter uma idéia, quase todos
os países da América do Sul contam com pelo
menos um representante atuando no futebol canarinho –
as exceções são Venezuela, Guiana
e Guiana Francesa. |
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