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Imagine um menino com talento de gente grande. Ele tem
apenas 12 anos, mas a categoria que mostra nos campinhos
de pelada de Porto Alegre, a grife de seu futebol e
o DNA de craque o credenciam como um boleiro de grande
futuro. De quem estamos falando? De Diego, sobrinho
e herdeiro de Ronaldinho Gaúcho, que o Fatto
Olé encontrou fazendo sucesso nas categorias
de base do Grêmio.
Tímido, de fala mansa, o menino ainda trava ao
dar entrevistas. “Não estou acostumado”,
explica ‘Dieguito’, que tem tudo para ser
um Ronaldinho evoluído. E graças à
tecnologia atual. “Sou viciado em futebol. Só
que também adoro internet e fico o dia inteiro
caçando vídeos de embaixadinhas e de jogadas”,
conta o filho de Assis, ex-meia do Grêmio e da
seleção brasileira, que é irmão
de Ronaldinho.
Depois de acompanhar alguns dos malabarismos que Diego
é capaz, o camisa 10 do Barcelona não
teve dúvida em apontá-lo como seu sucessor.
“O maior craque da família vai ser meu
sobrinho”, prevê. “O moleque arrebenta.
Faz coisas dez vezes mais difíceis do que eu
conseguia quando tinha a idade dele”, explica
Ronaldinho, impressionado com a intimidade do garoto
com a bola.
Fisicamente, Diego é muito parecido com o melhor
do mundo. “O pessoal até acha que fui eu
quem gravou aquele comercial que mostra o Ronaldinho
fazendo gols quando era novinho, jogando futebol de
salão”, revela o herdeiro.
Apesar da distância entre Porto Alegre e Barcelona,
a dupla está sempre próxima. “Não
temos muita oportunidade de nos encontrarmos, mas conversamos
todo dia pelo MSN. Aí, sempre que eu acho uns
lances legais, passo para ele fazer”, diz o menino,
que comprova a cada nova embaixadinha o quanto Ronaldinho
é bom. “Eu mostro o lance pela webcam e
em poucas tentativas ele já consegue, enquanto
eu preciso ficar treinando diversas vezes. O legal é
que o Ronaldinho também me ensina umas coisas
bem diferentes, que nunca vi na vida.”
Enquanto espera a chegada da fama, dos milhões
e dos golaços em campos brasileiros e internacionais,
Diego vive uma vida quase normal. Ele mora junto com
os pais numa casa de luxo em condomínio chique da capital
gaúcha. “Vou para a escola, tenho amiguinhos,
gosto de qualquer jogo de futebol para computador...”,
descreve. E as notas? “Até que sou bom
aluno, mas sempre tem uma nota que é pior, né?
Me dou bem em português, porque acho legal. Agora
em matemática eu tenho dificuldade para aprender.”
Como toda criança, ele costuma usar as peladas
de futebol nas aulas de educação física
para incorporar grandes craques. Porém engana-se
quem pensa que o gauchinho só “atua”
como Ronaldinho. “Eu também adoro o Rooney,
o Kaká, o Adriano, o Henry e o Zidane.”
Artilheiro do time do Grêmio, ele viveu os momentos
mais marcantes da vida no ano passado, graças
ao tio famoso. Primeiro ao virar personagem de uma revista
de história em quadrinhos em que o protagonista
é Ronaldinho. Depois, quando esteve em Barcelona
para visitar o parente e treinou por alguns minutos
do lado dos campeões espanhóis e europeus.
“Foi uma loucura. Era muita emoção.”
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