2006 - EDIÇÃO 41

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ZIDANE, PONTO FINAL
Diga-me uma coisa: você é a favor de violência? Aposto que não. Então, como poupar Zinedine Zidane? Como concordar com a imprensa esportiva internacional que premiou a sua participação na Copa da Alemanha? Gênio, mágico, craque... Ele foi tudo isso, mas encerrou de forma melancólica a sua carreira. Para mim, ele merece a bola de ferro. A guilhotina moral. Toda a força das expressões que o coloquem como vilão. Vilão do esporte. Vilão da França. Vilão da Copa. Eu não perdôo Zidane. Não perdôo a imprensa que o consagrou. Não perdôo a violência. E não adianta procurar palavras culpadas ditas por Marco Materazzi – outro jogador que também não é nenhum exemplo de conduta. A conclusão é uma só: o olhar crítico tem que estar acima do bem e do mal. Na vida, como no esporte, as escolhas, as atitudes e as decisões ficam para sempre como marcas de um momento. E a história do atleta Zidane ficou marcada por sua cabeçada - não na bola - no peito de gerações apaixonadas pelo futebol.
Ilustração: Renato Prado
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