A
verdade está na cara, mas não se
impõe. Rogério Ceni fora da Copa
é um acontecimento inexplicável,
ou melhor, explicável até demais.
Os fatos reais: a rejeição ao melhor
goleiro do mundo na atualidade não parte
de Parreira, porém, de Zagallo. Em 97,
durante a Copa das Confederações
na Arábia, o comandante e o jogador entraram
em rota de colisão porque o são-paulino
não deixou rasparem seu cabelo (na época,
todo o grupo aceitou passar a maquininha na cabeça
para mostrar união). Zagallo ficou revoltado
e Ceni, marcado – tão óbvio
quanto um tiro de meta. A má fase de Dida
e a contusão de Marcos, entretanto, devem
dar uma carona para o são-paulino até
a Copa; estou sabendo que até o presidente
Lula faz pressão nos bastidores da CBF
pela convocação do goleiro-artilheiro.
Então, vamos combinar: para evitar que
o Brasil sofra mais uma tremenda indigestão,
o Velho Lobo terá que engolir Rogério
(com cabelo ou sem).
Depois, basta tomar um Lexotan e dormir em paz!
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