2006 - EDIÇÃO 30

Leão estilo Gatinho Amarelinha encanta mulherada
Lugano vira ‘empresário’ de rock Minhoca para sair do buraco
O sonho de Ronaldinho Le Mans: paraíso dos boleiros
Leão estilo Gatinho
Ele foi o rei da selva no Palestra Itália durante 10 meses. Leão mandou prender, soltar, dispensar... Mas sua demissão revelou algumas realidades. A primeira é que seu trabalho tem prazo de validade. Isso porque seu jeito disciplinador, prepotente e expansivo cria rachas irrecuperáveis com o tempo. As primeiras rusgas no Verdão surgiram quando Leão declarou que tinha em mãos um time apenas nota 5. Os jogadores se revoltaram, e os dirigentes também, porque haviam investido mais de R$ 30 milhões em contratações. Simultaneamente, o treinador começou a minar seu próprio território, com os pitis que dava em cima dos funcionários do clube. Desde os jardineiros, passando por seguranças, assessor de imprensa e roupeiros, ninguém agüentava mais o seu temperamento intempestivo. Outra revelação: Leão é ruim nas indicações de reforços. No São Paulo, por exemplo, foi surpreendido com a contratação de Josué, em 2005. Nem conhecia o volante que fazia há dez anos sucesso no Goiás. Já pelo Verdão, errou a mão quando pediu atletas como Márcio Careca, Enílton, Douglas e Valdomiro, liberando Ricardinho (que faz sucesso no Grêmio) e Muñoz (que virou estrela no Paulista). Leão saiu, o Palmeiras sorriu.
Lugano vira ‘empresário’ de rock
O que as pessoas não fazem pela família! O zagueiro são-paulino Lugano, por exemplo, se meteu a ouvir rock ultimamente, apesar de não gostar de músicas “barulhentas”. A intenção do uruguaio é ajudar um sobrinho que também vive em São Paulo e integra a banda Murza. “Não sou um bom conhecedor de rock. Prefiro as músicas mais tradicionais, típicas do meu país, mas estou dando uma força para o Marcelo”, explica Lugano, atacando de empresário. A missão do zagueirão é levar o CD do Murza para os programas de TV e rádio por onde passa. “O som deles é legal, principalmente para quem gosta de rock. Meu filho escuta o dia inteiro”, conta o ídolo da torcida tricolor, referindo-se a Nicolas, de apenas quatro anos. “Acho que ele vai ser daqueles roqueiros de verdade.”
O sonho de Ronaldinho
O craque gaúcho, número 1 do mundo, está de olho na braçadeira de capitão da Seleção Brasileira na Copa - com todo respeito à liderança de Cafu. Tudo pela possibilidade de erguer o troféu mais importante do futebol e definitivamente entrar para a seleta história dos mundiais. “Se o professor Parreira precisar ele já sabe que pode contar comigo”, diz o craque do Barça. Com faturamento anual de 23 milhões de euros, Ronaldinho garante estar mais maduro e conta que tem treinado chutes de fora da área e cabeceios. Exaustivamente. Porém, o grande sonho do gaúcho é também um novo projeto de vida: "Quero ter uma família saudável e a casa cheia de filhos”, conta o 'último romântico'.
Amarelinha encanta mulherada
O poder de sedução da camisa da seleção pentacampeã foi testado por uma pesquisa realizada na Alemanha, pela empresa Innofact, de Berlim. Segundo as 496 mulheres que foram ouvidas durante o estudo, o manto verde-amarelo é o mais fascinante, com 59,7% dos votos. O uniforme alemão ficou em segundo lugar, seguido pelos da Itália, França e Argentina, respectivamente. “Poucas camisas de futebol têm a vibração, a energia e a vida da amarelinha”, comentou o consultor de moda Carlos Ferreirinha para o Fatto Olé. “Amarelo é uma cor forte na moda e o verde é sinônimo de elegância com vivacidade”. O novo modelo apresentado pelo fornecedor de materiais esportivos da CBF resgata o padrão original: a identidade Brasil. Saiba mais.
Minhoca para sair do buraco
O meia Walter Minhoca não completou sequer um mês com a camisa do Flamengo e já foi motivo de muitas histórias. Calma, não se trata de um craque, que está arrebentando nos jogos e merece ser alvo de conversas no botequim. Ele quase nem jogou. Walter Minhoca caiu na boca do povo, flamenguista ou não, por causa do apelido. Vascaínos, botafoguenses e fluminenses não se cansam de inventar piadas com o reforço do rival. Coisas do tipo: “o Minhoca foi para o time certo; o Flamengo, pois se sentirá no fundo do buraco”. Ou: “o Minhoca não pode jogar no Maracanã, pois vai afundar o único gramado bom do Rio”. Já os flamenguistas têm outras atribuições ao garoto recém-chegado. “Com o Minhoca só vai dar Mengão em 2006. Até porque ele conhece os buracos do campo para chegar até o gol”, brincam os rubro-negros.
Le Mans: o paraíso dos boleiros

Inter-temporada no Brasil é sinônimo de treino puxado, trabalho físico e muito cansaço. Já no Le Mans, o conceito é completamente diferente. A três rodadas do fim do Campeonato Francês, o time do brasileiro Grafite resolveu fazer a tão temida inter-temporada. Mas para surpresa do ex-atacante são-paulino, a viagem para a pequena cidade de Sillé se transformou num verdadeiro 'retiro de férias'. Tudo porque em vez de treinarem finalizações, ou algum esquema tático revolucionário, o técnico Frederic Hantz colocou seus boleiros para fazerem as seguintes atividades: corrida de caiaque num dia, paintball em outro, caminhada no bosque, e até mesmo jogo de rugby na lama. Bola que é bom apenas na despedida do período de treinos, num amistoso que aconteceu às 20 horas. Adivinhe quem foi o adversário? Não houve adversário: o técnico 'maluco' do Le Mans resolveu fazer o amistoso entre seu time titular e seu time reserva.